Investidores monitoram Campos Neto

Mercados externos negociam, em sua maioria, no positivo; na Europa é aguardada a decisão de política monetária do BCE.

Nesta última semana do mês de outubro as atenções dos investidores estão voltadas principalmente para a votação da PEC dos Precatórios e para a decisão da taxa básica de juros pelo Copom. Contudo temos uma agenda forte para a semana, com os indicadores IPCA-15 e IGP-M mensal, além de dados do mercado de trabalho. Após debandada na equipe econômica na semana passada, Paulo Vale foi confirmado para a secretaria do Tesouro, e o ministro da economia, Paulo Guedes, voltou a se demonstrar comprometido com om planos de reeleição do presidente, Jair Bolsonaro. Guedes também defende as alterações das regras do teto de gastos, a fim de possibilitar o pagamento do Auxílio Brasil no valor de R$ 400 até o fim de 2022. Com isso, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, será monitorado pelo mercado, uma vez que há desconfiança de ampliação de gastos públicos, o que deve impactar diretamente na inflação. As expectativas dos investidores estão relacionadas à possibilidade de que o Copom aumente o ritmo no aperto monetário, e aposta em aumento de 125 a 150 pontos-base na Selic. No câmbio, estamos em semana de definição da Ptax e de rolagem de contratos futuros, o que tende a aumentar a volatilidade. O contrato futuro de índice Bovespa com vencimento para outubro de 2021 era negociado em alta de 1,09% às 9h06, enquanto o dólar comercial negociava em queda de 0,27% neste mesmo horário.

No cenário externo temos os índices futuros de Nova Iorque sendo negociados em leve alta, após uma semana de ganhos motivados também por balanços corporativos melhores do que o esperado. Os juros dos treasuries longos também sobem, ao passo que o índice DXY está em queda. Às 7h29, no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,03%, o S&P 500 avançava 0,13% e o Nasdaq tinha alta de 0,25%. O juro da T-Note 10 anos subia a 1,656%, de 1,643% no fim da tarde de sexta-feira e o do T-Bond 30 anos. Na Europa as principais Bolsas negociam sem direção única, com investidores de olho na queda da confiança empresarial da Alemanha e aguardando discursos de dirigentes do Banco da Inglaterra (BoE), além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) ainda essa semana. Às 7h30, a Bolsa de Londres subia 0,39% e a de Frankfurt avançava 0,32%, mas a de Paris caía 0,03%. O euro caía a US$ 1,1620, de US$ 1,1643. A libra estava a US$ 1,3758, ante US$ 1,3759 no fim da tarde de sexta-feira. Na Ásia as Bolsas fecharam em sua maioria no positivo, apesar de nova onda de Covid-19 na China. O índice Hang Seng teve pequeno ganho de 0,02. O Xangai Composto subiu 0,76%. O sul-coreano Kospi teve alta de 0,48% em Seul. Exceção, o japonês Nikkei caiu 0,71% em Tóquio. Na Oceania, o S&P/ASX 200 avançou 0,34% em Sydney. Às 7h30, o dólar subia a 113,67 ienes, ante 113,44 ienes no fim da tarde de sexta-feira.

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Yuri Pasini

Trader Mesa Câmbio do Travelex Bank

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