Investimento-anjo: como startups aproveitam o aquecimento do mercado?

Descubra como o investimento-anjo impulsiona startups no Brasil, com projeções positivas e estratégias inteligentes para o crescimento econômico.

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Cassio Spina

Nos últimos anos, o ecossistema de startups tem sido um dos principais motores de inovação e crescimento econômico em todo o mundo. À medida que a economia se recupera, o cenário promete colocar nos trilhos uma retomada notável de investimentos no setor. Entre todos os aspectos que podem elevar essa recuperação ao próximo nível, o investimento-anjo surge como força total.

Um levantamento feito por um grupo de líderes de redes de anjos apontou que, em 2022, foram investidos R$ 68 milhões em 128 startups brasileiras. A projeção do grupo, que reúne 24 das maiores redes de investidores-anjos do país, é de que 2023 feche com R$ 85 milhões em investimentos, um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. Ou seja, o apetite para impactar empresas nascentes segue no radar desses investidores.

Além disso, companhias em estágios iniciais não tiveram queda acentuada em 2022, diferentemente de negócios em estágios mais maduros. Na verdade, o cenário mostrou estabilidade na comparação com os números de 2021. Os investidores-anjos brasileiros aportaram R$ 984 milhões em startups ao longo de 2022, segundo pesquisa da Anjos do Brasil. O valor representa retração de apenas 2% no volume investido em relação ao ano anterior, percentual que corresponde praticamente à margem de erro da pesquisa.

Ainda o mesmo levantamento mostra que o número de investidores-anjos apresentou crescimento de 2% no período, totalizando 7.963 indivíduos no Brasil em busca de direcionar recursos, know-how e redes de relacionamento para ideias inovadoras e escaláveis.

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Vantagens e importância do investimento-anjo

Investidores-anjos são indivíduos experientes, muitas vezes empreendedores ou executivos bem-sucedidos, que fornecem não apenas capital inicial como também orientação estratégica para startups promissoras. Ou seja, atuam como catalisadores, impulsionando o crescimento dessas empresas desde os estágios iniciais.

Investimento que vai além do dinheiro: o investidor tem uma participação minoritária no negócio, não atua no dia a dia da empresa e tem como papel apoiar o empreendedor na forma de mentor e conselheiro, explorando ainda sua rede de contatos. Além disso, o investimento-anjo é feito com recursos próprios, diferentemente de um fundo de investimentos que abrange recursos de terceiros. Trata-se de uma modalidade que agrega inteligência e experiência ao processo, por isso é chamada também de smart money.

“Grupo de investidores”: normalmente, o investimento-anjo em uma empresa é feito por um grupo de 5 a 30 investidores, tanto para diluição de riscos como para o compartilhamento da dedicação, sendo definidos um ou dois investidores líderes para cada negócio, o que agiliza e torna mais efetivo o processo de investimento.

Ganha-ganha: não apenas os investidores e empreendedores ganham com o investimento-anjo, como também a economia de maneira geral. Isso porque ao impulsionar empresas inovadoras de alto potencial, haverá o surgimento de empregos qualificados e tributos recolhidos, gerando consequentemente o crescimento do país.

À medida que as startups evoluem e se valorizam, os investidores-anjos colhem os frutos financeiros e seguem fomentando a criação de novas soluções inovadoras e a cultura empreendedora. O futuro pertence àqueles que estão dispostos a apoiar e impulsionar a próxima geração de empresas inovadoras.

Cassio Spina, fundador e presidente da Anjos do Brasil

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