Investir em refino é essencial para projeto nacional

Ineep: aumento da capacidade de refino na Abreu e Lima diminui em 65% diferença entre demanda e consumo

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Lula diante de multidão na cerimônia de retomada das obras na refinaria Abreu e Lima - Rnest
Lula na cerimônia de retomada das obras na refinaria Abreu e Lima (foto de Ricardo Stuckert, PR)

A retomada da ampliação do parque de refino brasileiro, com as novas atividades na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), é essencial para um projeto de desenvolvimento nacional com segurança energética e autossuficiência na produção de derivados.

“A conclusão das obras do trem 1 da Rnest e o início do segundo trem são um impulso importante da Petrobras nessa agenda, mas ainda insuficientes”, afirma o diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Mahatma dos Santos.

Na quinta-feira (18), houve uma cerimônia para marcar a retomada de investimentos da Rnest, no município de Ipojuca, em Pernambuco. As obras pararam em 2015, e os investimentos previstos para a conclusão da refinaria são de cerca de R$ 6 bilhões, ampliando a capacidade de processamento, com a geração de aproximadamente 40 mil empregos diretos e indiretos,

O diretor técnico do Ineep destaca para a necessidade do projeto, “interrompido desde 2015 e substituído por um programa desastroso de venda de ativos estratégicos por valores abaixo do mercado”.

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“Sem dúvidas esses empreendimentos contribuirão para geração de emprego e renda no estado de Pernambuco, tanto na execução da obra quanto durante a operação das novas instalações. Ademais, a capacidade de processamento de óleo da refinaria, que passará de 115 mil para 130 mil barris de petróleo por dia em um primeiro momento e poderá a chegar a 260 mil barris por dia em 2028, representará apenas cerca de 10,0% da capacidade de refino instalada hoje no país”, comentou ele.

Segundo Santos, do ponto de vista nacional, esse incremento de 145 mil barris por dia até 2028, representará uma redução de aproximadamente 65% da diferença entre a demanda (consumo aparente) e a produção nacional de derivados, considerando a manutenção dos níveis atuais de consumo.

“Com base nestes números e diante da necessidade de busca pela autossuficiência na produção de derivados de petróleo, é que o Ineep defende uma expansão robusta do parque de refino da Petrobras”, acrescentou ele.

Rnest: importância para o refino e projeto nacional

Considerada a mais moderna refinaria da Petrobras, a Rnest foi projetada com dois conjuntos de unidades de refino independentes para a flexibilidade na utilização de vários tipos de petróleo com maior confiabilidade operacional. Sua produção é focada em diesel (70%), mas processará também nafta, óleo combustível, coque e GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), segundo a Petrobras,

A refinaria foi projetada para produzir diesel com baixo teor de enxofre de acordo com os rígidos padrões internacionais, o Diesel S-10 (concentração de 10 partes por milhão de enxofre). Dentre as principais vantagens ambientais do Diesel S-10 está a redução em até 80% das emissões de material particulado e em até 98% das emissões de óxidos de nitrogênio.

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