Investir em royalties de música pode gerar retorno acima de 13% ao ano

Hurst Capital lançou oportunidade para ganhos com a execução pública e digital de MPB.

Mercado Financeiro / 00:45 - 17 de set de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

A Hurst Capital, fintech de ativos alternativos, está oferecendo desde a semana passada uma nova aplicação financeira com a execução pública e digital de MPB e trilhas sonoras.

A primeira aplicação é nos direitos adquiridos do pianista e compositor João Luiz de Avellar. Recentemente, a Hurst estreou no segmento de royalties musicais de investimentos em música sertaneja. O investimento em direitos autorais de músicas pode gerar ganhos de 13% ao ano. Ou seja, bem acima da Taxa Básica de Juros, a Selic.

Segundo a fintech, o músico João Luiz de Avellar, de 64 anos, tem composições gravadas por intérpretes consagrados como Djavan, Gal Costa, Milton Nascimento, Hermeto Pascoal, Nara Leão, Luiz Gonzaga, Ney Matogrosso, Alcione, Cássia Eller, Fernanda Takai, Frejat, Samuel Rosa, Flavio Venturini, Chico Buarque e Tom Jobim.

Ao todo são mais de 5.200 obras e fonogramas que incluem ainda temas de telejornais diários em rede nacional, além de trilhas sonoras de telejornais nacionais e filmes brasileiros como Tainá e A Estrada 47.

A rentabilidade total da operação é formada pela aquisição de recebíveis de royalties de todo este acervo. A estimativa é que os pagamentos mensais de royalties gerem um retorno médio de 13,79% ao ano”, destaca a fintech.

 

Recebíveis

 

Os recebíveis têm origem nos pagamentos de royalties sobre os direitos do autor e conexos que recaem, respectivamente, sobre a obra (composição) e fonograma (gravação). Na operação, a Hurst e seus clientes serão cessionários de recebíveis por 78 meses a partir de outubro de 2020.

Os royalties serão recolhidos e distribuídos mensalmente pelo Ecad quando for uma execução pública, sem qualquer interferência externa da Hurst ou de qualquer terceiro para gerar referida rentabilidade.

O CEO da Hurst, Arthur Farache explica que a taxa interna de retorno depende, única e exclusivamente, do número de reproduções das obras e fonogramas, que impactará diretamente nos valores devidos pelas fontes pagadoras.

O investimento em royalties musicais oferece a rara oportunidade de, ao mesmo tempo obter ganhos financeiros e apoiar a cultura nacional. Além disso, ele está totalmente desassociado dos fatores que normalmente causam impacto nos ativos oferecidos na Bolsa. Acreditamos que é o tipo de ativo alternativo que vai crescer muito à medida que as pessoas conheçam seus benefícios e busquem alternativas para se proteger da instabilidade”, afirma.

 

 

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor