IPC-S registra inflação de 1% em março e acumula 6,11% em 12 meses

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Bomba de combustível (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
Bomba de combustível (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou inflação de 1% em março deste ano, acima do 0,54% de fevereiro. Com o resultado, divulgado hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IPC-S acumula taxa de 6,11% em 12 meses.

A principal contribuição para a inflação de março veio dos transportes, que teve taxa de 3,89% no mês. Entre os destaques do grupo de despesas está o preço da gasolina, que subiu 11,05%.

Em seguida, aparece o grupo de despesa habitação, que teve inflação de 0,75%, devido principalmente à alta de preços da tarifa de eletricidade residencial (1,02%).

Outros grupos de despesas com alta de preços foram despesas diversas (0,22%), saúde e cuidados pessoais (0,57%), vestuário (0,11%), alimentação (0,03%) e comunicação (0,01%).

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O grupo educação, leitura e recreação foi o único a registrar deflação (queda de preços): -0,37%. O IPC-S é calculado com base em preços coletados em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador.

Já o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), divulgado no último dia 30, subiu 2,94% em março. Com este resultado o índice acumula alta de 8,26% no ano e de 31,10% em 12 meses. Em março de 2020, o índice havia subido 1,24% e acumulava alta de 6,81% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,56% em março, ante 3,28% em fevereiro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo bens finais subiu 2,50% em março. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 1,25%. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,86% para 0,72%, no mesmo período. O índice relativo a bens finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 1,28% em março, ante 0,75% no mês anterior.

A taxa do grupo bens intermediários passou de 4,67% em fevereiro para 6,33% em março. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo percentual passou de 6,77% para 18,33%. O índice de bens intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 4,65% em março, contra 4,38% em fevereiro.

O estágio das matérias-primas brutas variou 2,11% em março, após subir 3,72% em fevereiro. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: bovinos (9,86% para 1,40%), soja em grão (5,41% para 1,93%) e milho em grão (6,14% para 2,66%). Em sentido oposto, destacam-se os itens suínos (-8,32% para 4,94%), aves (-0,05% para 4,14%) e laranja (-5,29% para -2,18%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,98% em março, ante 0,35% em fevereiro. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo transportes (1,45% para 3,97%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 4,42% em fevereiro para 11,33% em março. Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos habitação (-0,29% para 0,53%), saúde e cuidados pessoais (0,18% para 0,41%) e vestuário (-0,33% para 0,18%). Nestas classes de despesa, vale mencionar os seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (-3,03% para 0,31%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,42% para 0,61%) e acessórios do vestuário (-1,78% para 1,34%).

Em contrapartida, os grupos educação, leitura e recreação (0,78% para 0,02%), alimentação (0,18% para 0,10%), comunicação (0,00% para -0,10%) e despesas diversas (0,23% para 0,21%) registraram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, destacam-se os seguintes itens: cursos formais (2,41% para 0,00%), hortaliças e legumes (-1,77% para -3,70%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,15% para -0,13%) e serviço religioso e funerário (0,44% para 0,08%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 2,00% em março, ante 1,07% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de fevereiro para março: materiais e equipamentos (2,39% para 4,44%), serviços (1,05% para 0,69%) e mão de obra (0,03% para 0,28%).

 

Com informações da Agência Brasil

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