IPCA de outubro sofre pressão proveniente dos serviços

Baixos preços de matérias-primas contribuem para que inflação se situe em níveis moderados

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Salão de cabeleireiro (Foto: Fernando Frazão/ABr)
Salão de cabeleireiro (Foto: Fernando Frazão/ABr)

Nossa estimativa de IPCA de outubro está em 0,35%. Vemos alguma pressão proveniente da inflação dos serviços na sequência de condições resilientes do mercado de trabalho e, especificamente, do aumento sazonal das tarifas aéreas. Os baixos preços das matérias-primas, num contexto de preocupações com o ritmo de crescimento econômico chinês, contribuem para que a inflação se situe em níveis moderados.

Para as próximas leituras é necessário acompanhar o conflito no Oriente Médio. A principal preocupação do mercado é um contexto de conflito prolongado envolvendo grandes produtores de petróleo da região, como a Arábia Saudita e o Irã. Nesse contexto, os preços do petróleo disparariam, aumentando assim a pressão sobre o aumento dos preços dos combustíveis. Além disso, um clima de aversão ao risco no exterior levaria a um real mais fraco, transmitindo também para a inflação.

Assumindo um cenário moderado de um conflito mais limitado a Israel e ao Hamas, o cenário geral de inflação mantém-se favorável a novos cortes nas taxas de juros, uma vez que o núcleo de inflação acumulado em 12 meses poderá apresentar desaceleração adicional. Para o ano todo, esperamos IPCA em 5,0%. E para o próximo ano, nossa expectativa é de 3,5%, não muito distante da meta central de inflação de 3%.

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