IPCA de setembro é o foco das atenções do investidor brasileiro

Expectativa é que seja o maior índice para o mês desde 1994; no exterior, EUA e Europa aguardam dados do payroll.

Nesta manhã o mercado aguarda ansiosamente pelo indicador de inflação IPCA de setembro, o qual é esperado que aponte sua maior taxa para o mês desde 1994. Tal expectativa se dá principalmente pelo aumento no preço da energia elétrica por conta da crise hídrica, o que impacta diretamente neste índice, porém deixa mais caro uma série de cadeias produtivas, pressionando os preços em geral na economia. Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, participa de evento do Itaú BBA, onde volta a falar sobre futuro da política monetária e perspectiva econômica do país. Outro indicador muito esperado, que também terá peso na definição dos negócios, é o payroll (relatório de empregos) dos EUA, o que também deve ser comentado por Campos Neto. Os ajustes no Ibovespa, câmbio e juros indicam forte preocupação em relação à inflação global e brasileira, principalmente após o aumento do preço da energia elétrica. As ações da Petrobras devem ser pressionadas positivamente no dia de hoje, com os preços do petróleo seguindo em alta nesta manhã. O contrato futuro de índice Bovespa com vencimento para outubro de 2021 era negociado em alta de 0,55% às 9h05, enquanto o dólar comercial caía 0,20% neste mesmo horário.

No cenário externo há grande expectativa em relação ao payroll dos EUA, principalmente por conta de dados positivos sobre mercado de trabalho terem sido divulgados nos últimos dias. Os índices futuros em Nova Iorque e as principais Bolsas europeias negociam sem direção única nesta manhã, contudo os juros dos treasuries são negociados em alta e o dólar é cotado próximo à estabilidade ante os principais pares, porém indicando volta de pequena alta frente divisas emergentes e ligadas a commodities. Este cenário reflete a espera do mercado pela divulgação dos dados do payroll. Às 7h26, no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,14%, o S&P 500 ganhava 0,09%, enquanto o Nasdaq cedia 0,01%. Na Europa, a Bolsa de Londres ganhava 0,10%, a de Paris recuava 0,32% e a de Frankfurt caía 0,11%. Entre os Treasuries, o juro da T-note de dois anos subia a 0,321%, ante 0,309% no fim da tarde de ontem; o da T-note de 10 anos avançava 0a 1,590%, de 1,571%; e o do T-bond de 30 anos aumentava a 2,144%, ante 2,125%. O índice DXY do dólar ante seis moedas fortes, tinha viés de baixa de 0,08%, a 94,141 pontos, enquanto o euro subia a US$ 1,1568, de US$ 1,1555; e a libra avançava a US$ 1,3631, ante US$ 1,3618 no fim da tarde anterior. Na Ásia as principais Bolsas fecham em alta nesta sexta-feira. Uma das motivações foi a divulgação de dados positivos sobre atividade econômica, que ajudaram a China após uma semana de feriado. A Bolsa de Xangai subiu 0,67%. No Japão, a Bolsa de Tóquio teve valorização de 1,34% e o Hang Seng registrou alta de 0,55% em Hong Kong. De outro lado, o sul-coreano Kospi caiu 0,11% em Seul. Na Oceania, o S&P/ASX 200 avançou 0,87% em Sydney, na Austrália. Às 7h30, o dólar estava a 111,85 ienes, ante 111,63 ienes no fim da tarde de ontem.

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Yuri Pasini

Trader Mesa Câmbio do Travelex Bank

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