Irlanda dissolve Parlamento e convoca eleições antecipadas

Novo referendo para independência da Escócia é rejeitado pelo primeiro-ministro do Reino Unido.

Internacional / 22:47 - 14 de jan de 2020

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O presidente irlandês, Michael Daniel Higgins, dissolveu esta terça-feira o Parlamento e convocou eleições legislativas antecipadas para 8 de fevereiro, a pedido do primeiro-ministro, Leo Varadkar.

“Temos um acordo para o Brexit que garante que não vai haver fronteiras físicas, os direitos dos cidadãos vão ser protegidos e a Área de Circulação Comum [anglo-irlandesa] vai permanecer em vigor. A Assembleia e o Executivo da Irlanda do Norte reuniram-se novamente”, explicou Varadkar, num discurso, antes de se deslocar ao palácio presidencial.

No entanto, lembrou que o processo de saída do Reino Unido da União Europeia não está resolvido, pois falta um acordo de comércio livre entre a UE, incluindo a Irlanda, e o Reino Unido, “que proteja empregos, empresas, comunidades rurais e economia”.

Políticas para as áreas da saúde, habitação, ambiente e reforma fiscal dependem dessas negociações, que o governo britânico quer concluir até ao final do ano, disse Varadkar. “Há uma janela de oportunidade para a realização de eleições nacionais e a formação de um novo governo antes da próxima reunião do Conselho Europeu, em março, com um mandato forte para se concentrar nessas negociações no verão e no outono”.

O primeiro-ministro deslocou-se depois ao palácio presidencial, Áras an Uachtaráin, onde, juntamente com Higgins, formalizou a dissolução do parlamento irlandês (Dáil), iniciando um período máximo de 30 dias para a realização das eleições legislativas.

Ainda nesta terça, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, rejeitou formalmente o pedido do governo escocês para a realização de um novo referendo, em 2020, sobre a independência da Escócia.

Em uma carta dirigida à chefe do governo autônomo, Nicola Sturgeon, divulgada na própria terça-feira, Johnson lembrou que ela e o antecessor, Alex Salmond, prometeram que o referendo de 2014 seria uma oportunidade “única no espaço de uma geração”. Na consulta pública realizada há cinco anos, 55% dos eleitores votaram contra a independência.
 

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