Itália é o segundo país europeu que mais vende alimentos ao Brasil

Portugal lidera ranking; Brasil também tem nichos de mercado para alimentos da Jordânia.

Ganhando espaço no mercado brasileiro, os principais itens de importação italianos”, que representam cerca de 80% do total, cresceram 8,5% em valor no primeiro trimestre de 2022, chegando a US$ 59,8 mi, com destaque para massas (US$ 8,7 mi), vinhos (US$ 8,6 mi) e azeites (US$ 7,9 mi). Os dados são da Italian Trade Agency (ITA).

Desde a abertura do Brasil ao comércio internacional, no final dos anos 90, o volume de importações da Itália cresceu e no acumulado de 2021 o país importou US$ 238,3 milhões, 3% superior ao de 2020. Somente no primeiro trimestre deste ano, o valor de importação chega a US$ 74,5 milhões. Entre os países europeus, a Itália está na segunda posição, atrás apenas de Portugal, que tem uma fatia de 4,0% de market share, concentrada basicamente em duas categorias de produtos (azeites e vinhos), que somam mais de 86% do que os portugueses vendem para o Brasil. Já os itens italianos incluem massas, farinhas, pães e bolos, vinagres, doces, arrozes e preparações para risotos, tomates, conservas e frutas frescas, entre outros.

No pódio dos itens italianos adquiridos pelo Brasil em 2021, está o vinho (US$ 43,0 milhões), seguido pelas massas (US$ 30,9 milhões), e por azeites (US$ 21,5 milhões). Seguem no ranking os tomates preparados e em conserva (US$ 19,0 milhões), o kiwi in natura (US$ 14,0 milhões), biscoitos wafer e waffle (US$ 12,2 milhões), maçãs in natura (US$ 9,5 milhões), chocolates e produtos à base de chocolate em embalagens de peso igual ou inferior a 2 kg (US$ 9,3 milhões), molhos (US$ 8,0 milhões), arrozes e preparações para risotos (US$ 7,7 milhões), sucos e extratos vegetais (US$ 5,8 milhões), farinhas de trigo (US$ 3,6 milhões), queijos (US$ 3,6 milhões), café (US$ 3,6 milhões), presuntos e embutidos (US$ 2,8 milhões) e vinagres (US$ 2,1 milhões).

A importação de massas italianas cresceu cerca de 12,2% no primeiro trimestre de 2022, passando de 5,9 mil toneladas em 2021, para 6,6 mil toneladas no início deste ano. No mesmo período também houve aumento na quantidade de importações de itens como: kiwi, de 4,6 para 6,3 mil toneladas (35,6%); tomates em conserva, de 5,8 para 6,1 mil toneladas (3,9%); arroz, de 1,6 para 1,8 mil toneladas (9,9%); e farinha, de 1,1 para 1,6 mil toneladas (54,5%).

Com maior poder aquisitivo, estados do Sul e do Sudeste se destacam no mercado consumidor de produtos importados da Itália. Além disso, essas regiões também sofreram maior influência cultural desde o início da imigração italiana no Brasil. Outros mercados importantes e com grande potencial de crescimento são Distrito Federal, Salvador, Recife e Fortaleza.

Além disso, o Brasil também importa alimentos e tem oportunidades para produtos que são fornecidos pela Jordânia.

Segundo apresentação feita no evento pelo gerente de Inteligência de Mercado da Câmara Árabe, Marcus Vinícius, há oportunidades para a Jordânia vender ao Brasil azeitonas, pêssegos, tâmaras, especiarias, sementes, alho, tomates, morangos e alimentos industrializados. Conforme dados mostrados, alho é um dos poucos alimentos que o país já vende ao Brasil.

O executivo da Câmara Árabe também falou aos jordanianos da oportunidade que há no momento no mercado brasileiro de alimentos em função da queda de algumas tarifas de importação. Até o final deste ano, o governo brasileiro isentou da taxa certos produtos básicos como forma de diminuir a inflação. Entre esses alimentos estão carne bovina desossada congelada, pedaços e miudezas de frango congelados, farinha de trigo, produtos de padaria, pastelaria e biscoitos, e milho em grãos.

O Brasil é o sétimo maior mercado de alimentos do mundo, com US$ 250 bilhões movimentados ao ano no setor. Há estimativa de que esse valor chegue a US$ 262 bilhões em 2025. Uma boa parte do consumo encontra-se em lojas e-commerce e nos grandes supermercados. Segundo Marcus Vinícius, está em alta a demanda por alimentos orgânicos e suplementos nutricionais no país, principalmente devido à covid, já que as pessoas passaram a querer reforçar o sistema imunológico.

Os países árabes, no entanto, participam pouco desse mercado. O Brasil importou do mundo US$ 12 bilhões em alimentos no ano passado, dos quais apenas US$ 118,6 milhões das nações árabes. Os maiores fornecedores entre os árabes foram Marrocos, com 37%, Egito, com 36%, Omã, com 16%, Tunísia, com 9%, e Líbano, com 1%. Os produtos vendidos foram principalmente sardinhas congeladas (metade do total), legumes em conserva, azeite, plantas, tâmaras, nozes, sementes de anis, laranjas, legumes secos, cebolas e alhos.

A Jordânia não figura entre os principais fornecedores árabes de alimentos ao Brasil, apesar de exportar produtos do setor ao mundo. No ano passado, a Jordânia vendeu US$ 292 mil em alho ao Brasil.

O embaixador da Jordânia no Brasil, Maen Masadeh, lembrou que Brasil e Jordânia sempre tiveram um relacionamento próspero, sem que a distância fosse um obstáculo para a interação e o comércio.

“Nosso comércio bilateral cresceu nos últimos anos apesar do desafio da Covid-19. Em 2020 chegou a US$ 240 milhões e em 2021 a US$ 423 milhões. Esperamos muito mais para este ano”, disse Masadeh.

 

Com informações da Agência de Notícias Brasil-Árabe

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