Itaúsa obtém lucro trimestral recorde com venda de ações da XP

Itaúsa pagará JCP a partir de 2 de janeiro; retorno com dividendos será de 8,6%, acima da média de 2022

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Alfredo Egydio Setubal (foto divulgação Itaúsa)
Alfredo Egydio Setubal (foto divulgação Itaúsa)

A Itaúsa (B3: ITSA4), holding das famílias que controlam o banco Itaú, divulgou na noite desta segunda-feira o balanço do terceiro trimestre de 2023 (3T23), alcançando um lucro líquido recorrente de R$ 4,6 bilhões, valor 29% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, e o maior lucro líquido trimestral de sua história.

Segundo a companhia, esse resultado é reflexo do desempenho consistente de seu portfólio, além de maiores ganhos com venda de ações da XP e efeito positivo do registro a valor de mercado das ações remanescentes da XP, após perda da influência significativa na companhia com a rescisão do Acordo de Acionistas.

A Itaúsa alienou 8,7 milhões de ações Classe A da XP Inc. entre junho e setembro de 2023, correspondentes a 1,6% do capital social da empresa, pelo valor aproximado de R$ 1 bilhão. Dessa forma, a Itaúsa passou a deter diretamente 14,8 milhões de ações, que representam 2,7% do capital total da XP e 1% de seu capital votante.

A Itaúsa também avançou em sua estratégia de desalavancagem, utilizando recursos de alienação de ações da XP para reforço de caixa e antecipação do pagamento de dívidas contraídas para o funding dos investimentos realizados nos últimos anos. Com isso, foi amortizado antecipadamente 60% da 5ª emissão de debêntures, totalizando R$ 1,6 bilhão, o que elevou o prazo médio do endividamento para 4 anos e 6 meses, informa comunicado da holding.

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O resultado recorrente proveniente das empresas investidas atingiu R$ 4,4 bilhões, 23% acima do reportado no mesmo período do ano anterior, principalmente pelos resultados crescentes do Itaú Unibanco, da Copa Energia, CCR e Aegea, além do impacto positivo com valor de mercado da XP Inc. mencionado anteriormente.

“Temos confiança de que estamos no caminho certo da condução dos nossos negócios, mantendo o foco na disciplina para alocação de capital, visão de longo prazo, cultura de gestão de risco, transparência e valorização do capital humano”, destacou o presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal.

Itaúsa aumenta distribuição de proventos

A Itaúsa declarou um montante bruto total de R$ 7,2 bilhões pagos ou a pagar aos investidores que permaneceram como acionistas nos últimos 12 meses (data base 31/10/2023). Isso representa um dividend yield de 8,6%, aumento de 4,4 pontos percentuais em relação ao indicador de proventos de 2021, e 1,8 ponto percentual acima do yield de 2022.

Os dividendos serão pagos na forma de juros sobre capital próprio (JCP) declarados em 18/9/2023 e 16/10/2023, respectivamente, de R$ 0,099025/ação (líquidos) e R$ 0,043775/ação (líquidos).

Em comunicado, Setubal informou que o JCP trimestral a ser pago em 2/1/2024 será no valor de R$ 0,0235295 por ação, com retenção de 15% de Imposto de Renda, resultando em juros líquidos de R$ 0,02 por ação, excetuados dessa retenção os acionistas pessoas jurídicas comprovadamente imunes ou isentos.

“Esses juros, pagos a título de antecipação do dividendo obrigatório do exercício de 2023, terão como base de cálculo a posição acionária final do dia 30/11/2023 e serão creditados de forma individualizada a cada acionista nos registros da companhia em 20/12/2023.”

“Outra novidade do trimestre foi o reconhecimento de duas importantes agências de classificação de risco. Devido à diversificação do portfólio, à redução dos níveis de alavancagem e à liquidez confortável para o serviço das dívidas, a Moody’s elevou, em setembro, o rating atribuído à Itaúsa e às suas 3ª e 4ª emissões de debêntures, de AA+ br para AAA br. Da mesma maneira, em novembro, a Fitch reiterou em ‘AAA(bra)’ o rating atribuído à Itaúsa e à sua 5ª emissão de debêntures”, informa a empresa.

A Itaúsa detém participações em empresas nos segmentos financeiro (Itaú Unibanco e XP), bens de consumo (Alpargatas), materiais para construção civil (Dexco), saneamento (Aegea), energia (Copa Energia) e infraestrutura (NTS e CCR).

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