Item menos importante

Ataques virtuais direcionados a infra-estruturas críticas, como as redes de energia elétrica, petróleo, gás e água, têm crescido. Pesquisa realizada pela McAfee com 200 executivos da área de Tecnologia da Informação de 14 países, incluindo o Brasil, mostra que 40% dos entrevistados acreditam em aumento na vulnerabilidade do setor; cerca de 30% acham que sua empresa está desprotegida diante de um possível ataque. A análise aponta ainda que mais de 40% esperam ameaças de grandes proporções no próximo ano.
Mas isto não os faz se mover. “De 90% a 95% dos profissionais na área de rede inteligente (smart grid) do setor estão despreocupados com a segurança e consideram-na o item menos importante e o último a ser considerado”, comenta Jim Woolsey, ex-diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos.

Comprem velas
O estudo de 2011 também apontou que os executivos de setores essenciais fizeram progressos modestos em relação ao ano anterior quanto à proteção das redes, sendo que o setor de energia elétrica – onde trabalha a maioria dos 200 pesquisados – aumentou a implementação de tecnologias de segurança em apenas um ponto percentual (51%) e os setores de petróleo e gás natural aumentaram apenas três pontos percentuais (48%).

Não agora
A ONG Viva Rio, um dos maiores defensores da proibição do comércio de armas e munições, é contra a proposta de novo plebiscito sobre o desarmamento, pelo menos agora. Mas não se trata de mudança de posição, mas sim pragmatismo. A ONG prefere batalhar em outra frente: o Estatuto do Desarmamento, que poderia implantar aquilo que a população brasileira, democraticamente, não aceitou.

É a renda, …
Governos do Rio e São Paulo comemoram as quedas nos números de homicídios, atribuindo-as a suas respectivas políticas de segurança; ONGs contra as armas acreditam que a redução se deve ao desarmamento. Talvez seja mais realista olhar a relação entre a redução do número de crimes e a diminuição do desemprego, com alta da renda.

Portugal à deriva
Fruto da opção preferencial dos seguidos governos pelo aperto fiscal que se seguiu à ressaca provocada pela banca, Portugal amarga um desemprego recorde de 11,2%. Além do desemprego aberto, cresce a precariedade das contratações. Entre os jovens que conseguiram trabalho, 53% têm empregos temporários, com baixas garantias de direitos trabalhistas.

Feriados
As unidades do Rio Poupa Tempo (Zona Oeste, Baixada Fluminense, Carioca e Central do Brasil) não funcionam nos dias 21, 22 e 23 de abril. As unidades retomam as atividades no dia 25, em horário normal.

Ritmo
Apesar do seu prontuário que resultou no seu crescente déficit de credibilidade, desta vez, as agências classificadoras de risco se superaram. Cerca de um ano e meio depois da crise que não conseguiram enxergar e que arrastou à bancarrota bancos e empresas detentoras do “AAA”, a Standart&Poor”s, enfim, descobre existir a possibilidade de os Estados Unidos virem a não pagar sua colossal dívida de cerca de US$ 14 trilhões. No mesmo ritmo, nos próximos anos, a S&P e suas congêneres poderão descobrir que o dólar estará perto de se tornar uma moeda irrelevante e os títulos do Tesouro estadunidense são apenas papel pintado.

Culpe os Correios
A Credicard deixou milhares de clientes sem fatura de cartão de crédito esta semana. A tal ponto que quem ligava para o 0800 da empresa era atendido por uma gravação que explicava as “diversas formas” de pagamento, caso a fatura não tivesse chegado. O cliente que tentava prosseguir e saber o valor a pagar invariavelmente via a ligação ir para o brejo.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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