Jingle

A campanha eleitoral do prefeito Luiz Paulo Conde (PFL) no rádio anuncia a chegada do “bonde do Conde”. Como boa parte dos cariocas, iniciados compulsoriamente no assunto, sabe, na linguagem dos criminosos, atende por “bonde”  comboio de veículos de marginais que saem às ruas para “barbarizar” bandidos de outras quadrilhas e/ou cidadãos indefesos. Mesmo com a ressalva que se trata do “bonde do bem”, pega mal para candidato que elegeu o discurso contra a violência como um dos carros-chefe de sua campanha.

Era Rambo
Apesar do proclamado fim da guerra fria, os gastos militares dos Estados Unidos consomem 50% das despesas não obrigatórias do governo, as chamadas despesas discricionárias. A porção abocanhada pela indústria armamentista corresponde a 3% do PIB dos EUA, algo como cerca de US$ 270 bilhões.
Em tempo, todas as demais despesas discricionárias estão no mesmo nível desde 1962, mostrando que boa parte do contínuo crescimento norte-americano continua sem beneficiar as parcelas mais carentes da população com mais investimentos em educação e saúde.

Referência
O ex-governador Leonel Brizola foi o centro das atenções dos demais candidatos ao fim do primeiro debate entre os candidatos a prefeito do Rio, na TV Bandeirantes, semana passada. Quando as câmeras foram desligadas, a grande maioria dos candidatos foi cumprimentar o candidato pedetista.

Encolhido
A sensação é de quem acompanhou de dentro do estúdio da TV Bandeirantes o debate entre os candidatos: o prefeito Luiz Paulo Conde (PFL) estava visivelmente encolhido e pouco à vontade, principalmente, quando sofria críticas mais duras dos demais participantes. Conde foi considerado pelos assessores dos candidatos como o de pior de performance.

Forças em debate
O Projeto Brasil Soberano, organizado pela Associação dos Diplomatas da Escola Superior de Guerra (Adesg), promove, nesta segunda-feira, o debate “O Brasil soberano e as Forças Armadas brasileiras”. O evento reunirá representantes da três forças: o presidente do Clube Militar, general de brigada Hélio Ibiapina (Exército), o vice-presidente da Adesg, vice-almirante Sérgio Tasso de Aquino (Marinha), e o presidente do Clube da Aeronáutica, brigadeiro Ércio Braga (Aeronáutica). O debate, que começa às 19h, será no auditório da Adesg-RJ, na Avenida Presidente Vargas 509/15º.

Generoso
O ministro Rodolpho Tourinho, das Minas e Energia, confirmou que o governo vai, de alguma forma ainda não revelada, fazer um hedge  para proteger do risco de desvalorização cambial as empresas que investirem na construção de termelétricas, já que, segundo o ministro, os custos das usinas são em dólares. Também em dólares são os custos de diversos outros setores, como o eletrônico, o petroquímico e até o de jornais – onde o custo do papel, principal insumo, é cotado na moeda norte-americana. Com certeza, várias outras empresas apreciariam que o governo também assumisse seu risco cambial.

De novo
Confirmando o apego do tucanato ao poder e a métodos, digamos, personalistas, a Firjan, federação que reúne indústrias do Rio de Janeiro, alterou seu estatuto para possibilitar nova reeleição de Eduardo Eugênio Gouveia Vieira. Para pelo menos três sindicatos que integram a Firjan, a mudança é um “golpe”. Vieira apoia a política econômica do Governo FH, onde foi buscar inspiração para mudar as regras em pleno jogo.

Parado
Questionada na Justiça pelas obras que infernizam a vida de cariocas e niteroienses, a Ponte S/A, que explora o pedágio na Ponte Rio-Niterói, poderia pelo menos explicar por que interditou 5 quilômetros de pistas – mais de um terço da extensão da rodovia – para fazer a obra de troca do piso se só tem condições de trabalhar em pequenos trechos de cada vez. O bloqueio da pista logo após o pedágio, bem antes do vão central, onde as obras acontecem, parece atender mais aos interesses da empresa do que dos usuários que pagam pedágio penam em intermináveis engarrafamentos no início do dia e à noite, após 22h. Os aborrecimentos poderiam ser menores se o trecho interditado fosse reduzido apenas ao essencial para a troca.

Respondendo com números
Perguntado como reagia às críticas feitas na edição de quinta-feira do MM pelo presidente da Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (Andima), Edgard da Silva Ramos, no tocante à divisão do sistema de câmaras de custódia e compensação, Carlos Reis, presidente da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (que nesta sexta-feira deu início ao seu mercado secundário de títulos públicos), foi curto na sua resposta: forneceu os números do primeiro dia de negociação do Sisbex – R$ 306 milhões.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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