Após as detenções de um homem de 22 anos fortemente armado e de uma mulher de 56 disfarçada de policial, ambos nas proximidades do Capitólio, em Washington, a segurança para a posse do novo presidente americano, Joe Biden, foi ainda mais reforçada. Cerca de 25 mil integrantes da Guarda Nacional, mais que o dobro do efetivo de cerimônias passadas, trabalharão nesta quarta, na capital americana e nas principais cidades do país, para prevenir incidentes. O temor de novos episódios de violência levou o FBI a investigar detalhadamente os membros da Guarda Nacional envolvidos na megaoperação desta semana.
Os EUA passam por uma escalada da tensão política desde a vitória de Joe Biden, seguida pelo aumento do tom belicoso de Donald Trump e pela invasão ao Capitólio por apoiadores do presidente. “Esses novos episódios do final de semana mostram que o risco é real e, por isso, veremos um esquema de segurança muito forte. Há um aumento da preocupação com a ação de grupos radicais que apoiam Trump”, afirma Denilde Holzhacker, professora de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM-SP).
Após sua vitória, em novembro, Biden reforçou em seu discurso o desejo de “curar” os EUA da forte polarização política dos últimos anos, mensagem até agora ignorada por parte importante da oposição. “O discurso de Biden e suas ações iniciais serão importantes para a construção do ambiente de despolarização. O processo de impeachment contra Trump reduziu sua capacidade de atuação, mas as incertezas sobre o seu comportamento e de seus apoiadores ainda persistem”, afirma Denilde.
Joe Biden assume hoje como o 46º presidente dos EUA em uma cerimônia com limitações provocadas pela pandemia do novo coronavírus e com segurança reforçada, após o ataque ao Capitólio no início do mês. Acompanhado pela vice-presidente Kamala Harris eles tomam posse às 12h (14h no horário de Brasilia). Devido à pandemia, a cerimônia de posse do democrata terá poucos convidados e não terá público, ao contrário do que tradicionalmente ocorre. A equipe de transição já previa um evento limitado devido à Covid-19, mas o ataque ao Capitólio fez com que a prefeitura de Washington reforçasse a segurança da cidade. A posse não terá desfile, multidões ou baile, mas estão previstos atos virtuais e televisionados para compensar a falta de público. O atual presidente, Donald Trump, não vai comparecer à posse e será substituído pelo vice, Mike Pence.
O número de convidados será limitado. Além de congressistas e dos membros do governo, estarão presentes os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, acompanhados de suas esposas, e o vice-presidente Mike Pence. Segundo os organizadores, serão colocadas 200 mil bandeiras dos estados para representar aqueles que não poderão participar do ato.
Ontem, Donald Trump exibiu um vídeo com seu discurso de despedida, divulgado no canal da Casa Branca no YouTube. Trump disse que encerra seu mandato como 45º presidente dos EUA orgulhoso de sua gestão. “Nós fizemos o que viemos aqui para fazer – e muito mais”. Trump desejou que a administração de Joe Biden mantenha “a América a salvo e próspera”. “Nós estendemos nossos melhores desejos e também queremos que eles tenham sorte – uma palavra muito importante.”
Com informações da Agência Brasil, citando agências internacionais
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