Jogo

O CEO do banco de investimentos norte-americano Bear Stearns, James Cayne, jogava bridge e golfe durante o início da crise de crédito que culminou com a falência de dois de seus hedge funds, segundo notícia do The Wall Street Journal. Durante os dez piores dias da crise, em meados de julho, Cayne participava de um torneio de bridge em Nashville, com o telefone celular desligado e sem acesso à Internet.

Vale o escrito?
“Esta estratégia de âncora cambial-juros elevados é insustentável, como procuramos alertar desde o início. O desmonte dessa armadilha que compromete o crescimento exigirá muito cuidado, paciência e tempo para que o país possa voltar a crescer de forma sustentada. Não há saída rápida nem fácil para a grave fragilidade externa e das contas públicas promovida pela irresponsabilidade deste governo.”
O alerta contundente, e atemporal, poderia ser assinado hoje por algum líder do PSOL ou dos movimentos sociais não-cooptados pelo lulismo. Seu autor, no entanto, foi o então “economista, professor e vice-presidente do PT”, como qualificou-se o autor deste artigo, em O Globo, de 14 de junho de 1998, o hoje senador Aloisio Mercadante (PT-SP).

Hipoteca
Em tempo: o artigo era intitulado “A hipoteca do futuro”. Já no presente, Mercadante exibe um ruidoso silêncio sobre a estratégia âncora cambial-juros altos a que recorre o Governo Lula para manter a inflação sob controle. No passado, o economista, professor e vice-presidente do PT e seus companheiros nomeavam essa prática de populismo cambial. Mas nessa fase, o PT ainda não avisara ao eleitorado que nomearia um banqueiro-tucano para presidente do Banco Central.

Roma é aqui
O Brasil deve aprovar a entrada da Venezuela no Mercosul, e o bloco deve seguir o caminho do Tratado de Roma, o início da atual União Européia, “de real interesse dos povos, não apenas das elites européias”, para assim fugir do “ciclo de especulação improdutiva”, um verdadeiro “câncer” no Brasil. As declarações são do senador Marcelo Crivella (PR-RJ), que se manifestou contra a opinião do senador José Sarney (PMDB-MA), que condicionara a aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul à apresentação de garantias de que Hugo Chávez, presidente do país, não o levará rumo ao autoritarismo. “O acordo é nacional, entre Brasil e Venezuela. Os homens passam”, defendeu Crivella.

Causa própria?
Como um dos políticos mais experientes do Congresso Nacional, o senador José Sarney (PMDB-AP) não tem o direito de ignorar que, ao longo dos últimos anos cem anos, para além dos delírios ideológicos, um único país representou uma ameaça militar concreta aos países da América do Sul. O mesmo, aliás, que, à frente da Operação Big Brother, garantiu, inclusive, com navios na costa brasileira, o golpe militar que levou Sarney ao poder durante longos 21 anos.

Todos a Cuba
Um grupo de 31 empresas brasileiras participará da XXV Feira Internacional de Havana (Fihav), que começa nesta segunda e vai até 10 de novembro. No dia 7 será comemorado o Dia do Brasil no evento, com a presença do ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge. Os empresários que integram o grupo brasileiros são dos setores de alimentos e bebidas, cosméticos, calçados, equipamentos elétricos, aparelhos científicos, produtos médicos e odontológicos, químicos, equipamentos agrícolas, produtos têxteis, moda, agricultura, avicultura, casa e construção.
A expectativa da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) é gerar negócios em torno de US$ 5 milhões. São esperados participantes de 40 países, entre eles a China. Até empresas norte-americanas, de produtos alimentícios, estarão presentes.

Curativo
O Hospital Pró Cardíaco (RJ) está com inscrições abertas para o Programa de Enfermeiro Trainee até o dia 6. Os interessados devem se inscrever no auditório do hospital (R. General Polidoro, 192, Botafogo). Mais informações pelo telefone (21) 2131-1444.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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