Johnson promete sistema imbatível para rastrear Covid-19

Também hoje, os EUA anunciaram doação de aproximadamente US$ 3 milhões ao Brasil.

Internacional / 13:31 - 20 de mai de 2020

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse nesta quarta-feira que um programa para rastrear e monitorar casos suspeitos de terem entrado em contato com pessoas que testaram positivo para a Covid-19 estará em vigor até 1º de junho.

Ele afirmou que o governo terá reunido 25 mil rastreadores até o início do próximo mês, capazes de identificar 10 mil novos casos por dia, enquanto o número total de testes diários chegaria a 200 mil.

"Temos uma confiança crescente de que teremos um teste, um acompanhamento e uma operação que serão imbatíveis e, sim, isso estará em vigor em 1º de junho", disse Johnson ao Parlamento em resposta ao líder trabalhista da oposição, Keir Starmer.

O premiê inicialmente disse a Starmer que estava confiante de que a medida estaria em vigor nessa data se outras condições fossem atendidas e que fosse "inteiramente provisório".

Também hoje, o governo dos EUA anunciou a doação de aproximadamente US$ 3 milhões (R$ 17 milhões) ao Brasil, para ajudar na resposta de emergência de saúde pública contra o coronavírus.

A doação será feita por meio dos centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e da agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, que mantêm colaborações com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e com o Ministério da Saúde.

O anúncio da doação foi feito pela embaixada norte-americana no Brasil. Segundo ela, os recursos serão usados para a “melhoria da detecção e do rastreamento de casos, na identificação de áreas de transmissão, no controle de surtos e no fornecimento de dados para uma reabertura segura no Brasil”.

No dia 1º de maio, a embaixada já havia anunciado outra doação, de US$ 950 mil, recurso que tem como foco o apoio socioeconômico a populações vulneráveis.

De acordo com a embaixada, os recursos doados por meio dos CDC "fortalecerão as operações emergenciais do Brasil, apoiando 79 centros de operação de emergência", sendo um centro nacional, 27 estaduais, 26 nas capitais e 25 nos municípios com mais de 500 mil habitantes, além de fornecer aos membros da Equipe de Resposta Rápida (RRT) treinamento e oficinas sobre integração de sistemas de gestão de emergência, gestão de RRT e Gestão de Emergências em Saúde Pública.

Em nota, a embaixada dos EUA acrescenta que os recursos vão melhorar a saúde comunitária e na região fronteiriça, bem como apoiar os centros de operações de emergência e laboratórios em 13 municípios de fronteira. Além disso, reforçarão a capacidade entre os países-parceiros, visando à detecção e ao atendimento de indivíduos doentes nas fronteiras e durante suas viagens.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a Reuters

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