Juros ainda altos impedem consumidores de pedir empréstimos

Fuga maior está entre os que ganham até R$ 500

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Dinheiro (Foto: Filipe Castilhos)
Dinheiro (Foto: Filipe Castilhos)

Em outubro, a queda na procura dos consumidores brasileiros por crédito se tornou menos acentuada, de -3,9% em comparação ao mesmo período do último ano. Os dados são do Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito, que não registra números positivos desde maio de 2022.

“Conforme esperado, estamos presenciando os efeitos sutis e progressivos da redução da taxa básica de juros e da inflação, mas essa trajetória ainda deve levar alguns meses até atingirmos números positivos. Por enquanto, os consumidores com intenção de buscar linhas de crédito devem se atentar ao planejamento financeiro”, comenta o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Na visão por renda pessoal mensal desses consumidores, aqueles que ganham até R$ 500 marcaram a maior queda, enquanto os que embolsam mais de R$10.000 tiveram a menor.

Ainda segundo o levantamento, de todas as Unidades Federativas (UFs) do país, apenas quatro registraram alta em outubro em comparação ao ano anterior (Santa Catarina, Alagoas, Paraná e Rondônia), após terem expressado queda em setembro na comparação anual (2022 com 2023).

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Sudeste está nessa baixa onda

De acordo com a Serasa, em outubro, os quatro estados do Sudeste registraram baixa no Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito, em comparação ao mesmo período do último ano, e o Rio de Janeiro marcou a retração mais acentuada (-11,1%).

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