Juros do cheque especial atingem o recorde de 315,7% ao ano

Conjuntura / 08:10 - 27 de jul de 2016

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

A taxa de juros do cheque especial continuou subindo em junho. De acordo com dados do Banco Central, divulgados hoje, a taxa do cheque especial aumentou 4,7 pontos percentuais de maio para junho, quando chegou a 315,7% ao ano. Essa é a maior taxa da série histórica do BC, iniciada em julho de 1994. Em 2016, a taxa do cheque especial subiu 28,7 pontos percentuais em relação a dezembro de 2015, quando estava em 287% ao ano. Já taxa de juros do rotativo do cartão de crédito caiu 0,6 ponto percentual de maio para junho. Mesmo assim, continua sendo a mais cara entre as pesquisadas pelo BC. Em junho, ficou em 470,9% ao ano. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Essa é a modalidade com taxa de juros mais alta na pesquisa do BC. SPC: prognóstico deve se confirmar se expectativas de queda da inadimplência sejam concretizadas Para o presidente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Roque Pellizzaro Junior, se o comportamento de recuo nos dados da inadimplência se repetir nos próximos meses, aliado à perspectiva de que o Banco Central dê início neste segundo semestre a um novo ciclo de redução da taxa Selic, é provável que se inicie a partir do início do ano que vem, uma queda nos juros cobrados para pessoas físicas, dando impulso adicional ao consumo. - O risco de inadimplência é um dos fatores que mais potencializam o aumento dos juros nas operações de crédito. Se os atrasos derem sinais mais consistentes de melhora, os juros para o consumidor final podem começar a cair, o que será bastante positivo para reaquecer a economia - diz Pellizzaro Junior. O balanço divulgado hoje pelo BC mostra ainda que o saldo de crédito no Sistema Financeiro Nacional continua em queda. Na comparação entre maio e junho, a proporção de crédito concedido frente ao PIB caiu de 52,5% para 51,9%. Na comparação com junho do ano passado, o recuo foi ainda maior, uma vez que a taxa estava em 53,4%. Com informações da Agência Brasil

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor