Juros e calor derrubam consumo de energia em novembro de 2025

Variação das temperaturas no país e ritmo econômico contribuem para queda do consumo de energia em novembro comparado ao ano passado.

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Energia elétrica (foto de Rovena Rosa da Agência Brasil)
Energia elétrica (foto de Rovena Rosa, ABr)

O Brasil consumiu 69.713 megawatts médios de energia elétrica em novembro de 2025, retração de 1,8% em relação ao mesmo período de 2024. O dado é da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O desempenho é reflexo das temperaturas mais amenas na comparação com o ano passado.

No mercado livre, em que o consumidor pode escolher seus fornecedores de energia, foram consumidos 29.959 MW médios, redução de 2,7% no comparativo com novembro de 2024. A queda pode refletir a redução de ritmo da atividade econômica, provocada pela taxa de juros Selic em 15%, que representa juros reais (descontada a inflação) de quase 10%, a segunda maior taxa do planeta, quase empatada com a Turquia.

O calor é um dos fatores que influenciam a utilização de eletricidade no país, aponta a CCEE. O uso de aparelhos de refrigeração, como ventiladores e ar-condicionado, tem impacto direto sobre a demanda, especialmente no mercado regulado, que reúne consumidores residenciais, pequenos comércios e empresas de médio porte. Apesar disso, nesse segmento a carga foi de 39.754 MW médios, queda de 1,5% na comparação anual.

Para a CCEE, os dados reforçam o papel do monitoramento contínuo do consumo de energia como um termômetro importante da atividade econômica e do comportamento do setor elétrico brasileiro.

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Também é acompanhado o comportamento do consumo em 15 ramos de atividade econômica que atuam no mercado livre de energia. Em novembro, apenas quatro deles registraram avanço: Extração de Minerais Metálicos (11,4%), Transporte (2,1%) e Minerais Não-Metálicos e Saneamento, ambos com avanço de 1,6%, cada um.

Na leitura regional, Acre teve o maior aumento no consumo de energia elétrica no país, com 16,6%, seguido por Mato Grosso (8,7%), Pará (6,7%), Goiás (5,0%) e Tocantins (4,9%). As quedas ficam mais concentradas nas regiões Sul e Sudeste, com maior declínio do mês registrado no Paraná (10%).

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