Juros reais no Brasil continuam altos e seguirão assim

País cai de 1º para 2º em juros reais no mundo, e há quem acredite que foi isso que derrubou a inflação

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Rapaz passando em frente à sede do Banco Central do Brasil (BCB)
Banco Central (foto de Lúcio Távora, Xinhua)

Os juros reais no Brasil (descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses) deixaram de ser os maiores do mundo, mas ficaram na vice, logo após o México: 6,11% contra 6,58%, pelos cálculos da plataforma MoneYou.

O alívio não será grande em 2024: para a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a taxa básica de juros brasileira deve encerrar o ano que vem em 9,5%. Se a inflação continuar caindo, os juros reais no Brasil talvez passem da casa dos 6% para a faixa dos 5%, ainda elevados.

Há quem diga que foi a ação do Banco Central, ao levar e manter a taxa Selic em pornográficos 13,75%, com juros reais elevados, que derrubou a inflação nas terras onde canta o sabiá. Isso demandaria estudos aprofundados, mas se colunistas conservadores podem lançar isto, também é possível mostrar o oposto.

Energia e alimentos não caíram por causa dos juros reais altos

No Brasil e no mundo, 2 itens puxaram a inflação: energia e alimentos, ambos com boa dose de especulação a partir do final da pandemia e o início da guerra na Ucrânia. Nenhum dos 2 sofrem influência direta dos juros, a não ser a movimentação dos especuladores das commodities para outros ativos financeiros com retornos razoáveis.

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Com a desinflação, preços da energia desabaram: o contrato futuro de barril de petróleo Brent saiu de mais de US$ 120 para US$ 70 e poucos. Os alimentos acumulam queda de 11% nos 12 meses encerrados em novembro, segundo o índice da FAO. Em reais, queda ainda maior, pelo recuo na cotação do dólar.

Os juros altos do Banco Central brasileiro conseguiram, com certeza, impedir que a economia tivesse um crescimento maior e mais constante. Tanto pelo encarecimento do crédito, quanto pelo custo de oportunidade; afinal, deixar o dinheiro parado no banco rendendo 13%/15% ao ano com baixo risco é tentador até para o mais convicto empreendedor.

Primeiro da América Latina

A Organização Mundial do Turismo (OMT) inaugurou no Rio de Janeiro seu primeiro escritório da América Latina e Caribe. Fica na Candelária, no Centro, em espaço de 500 m² em um prédio cedido pelo Sistema Fecomércio RJ.

A inauguração contou com a presença do ministro do Turismo, Celso Sabino, do secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, que trouxe uma comitiva da Espanha, e do presidente da Embratur, Marcelo Freixo, entre outros.

Justiça

Henry Kissinger não pode mais pagar pelos crimes contra a humanidade que cometeu. Mas o Nobel da Paz que recebeu em 1973 ainda pode ser cassado.

Rápidas

Alex Veiga, CEO do Grupo Patrimar – construtora e incorporadora mineira – recebeu o título de Cidadão Carioca nesta semana, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro *** Neste sábado, o Shopping Jardim Guadalupe apresenta o Coral da Betânia, com um repertório de músicas natalinas tradicionais *** Valeria Café substituirá, a partir de janeiro, Pedro Melo na direção-geral do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Melo esteve à frente da entidade por 4 anos, e Café é atualmente diretora de Vocalização e Influência.

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