Keynes, o FMI e o futuro

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Se Lord Keynes, que ajudou a inaugurar a ordem econômica do pós-Segunda Guerra Mundial na conferência de Bretton Woods, visitasse o FMI hoje, ele ficaria surpreso com a evolução da instituição. Ele encontraria um FMI moderno, capaz de ajudar os países com novas ferramentas para analisar riscos financeiros e desequilíbrios externos e assumir a desigualdade de renda, corrupção e mudança climática. Ele ficaria maravilhado com a nossa representação universal, pessoal diversificado e uma mulher na chefia. Ele também encontraria um mundo transformado por novas potências emergentes e tecnologias que ligam países e mercados à velocidade da luz.

Keynes também entenderia a realidade de hoje. Ele viu tudo isso antes: o crescente nacionalismo econômico e político, o desgaste das alianças e o declínio acentuado do apoio ao multilateralismo. No entanto, ele não se desesperaria. Com sua energia característica, Keynes pediria um compromisso renovado com a cooperação econômica global.

 

Economista pediria compromisso renovado

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com a cooperação econômica global

 

Na edição de Finanças e Desenvolvimento que celebra o 75º aniversário do FMI, atendemos a seu chamado, recorrendo às mentes mais afiadas para avaliar os desafios que estão por vir e como melhor enfrentá-los. Martin Wolf, Mohamed El-Erian e Adam Tooze analisam como o FMI deve continuar mudando para enfrentar novas realidades e melhor servir seus países-membros.

Também analisamos as principais tendências globais. Keyu Jin prevê volatilidade à medida que a China se integra totalmente nos mercados financeiros globais. Pinelopi Goldberg se concentra nas incertezas em torno do comércio, e Raghuram Rajan discute como administrar melhor os fluxos crescentes de capital através das fronteiras.

Para Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, a resposta está em um “novo” multilateralismo – que coloca as pessoas no centro de todos os nossos esforços. Significa garantir que governos e instituições trabalhem para atingir metas comuns para um futuro próspero, inclusivo e sustentável.

Assim como o FMI se adaptou à mudança desde 1944, continuará a evoluir e inovar para atender às necessidades da harmonia econômica global. Keynes e os 44 delegados que criaram a instituição ficariam orgulhosos.

 

 

Gita Bhatt

Editora-chefe da "Revista de Finanças e Desenvolvimento" do Fundo Monetário Internacional (FMI).

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