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‘Kidults’: consumo adulto transforma o setor de brinquedos

Jogos de tabuleiro, cartas e blocos de construção registraram crescimento recorde em 2025

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Loja de brinquedos (foto de Fernando Frazão, ABr)
Loja de brinquedos (foto de Fernando Frazão, ABr)

O hábito de incorporar jogos e atividades lúdicas à rotina tem se tornado cada vez mais comum entre jovens e adultos, que buscam nessas experiências uma forma de entretenimento, socialização e pausa na rotina. Dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), com base em levantamentos da Comex Stat, apontam que, em 2025, jogos de tabuleiro e cartas cresceram 16%, enquanto os blocos de construção avançaram 17%.

Estes indicadores revelam uma maturidade do mercado brasileiro, onde o lúdico transita do entretenimento infantil para uma ferramenta essencial de saúde mental e bem-estar na vida adulta.

Esse movimento acompanha o avanço do público adulto no consumo de brinquedos, que também são conhecidos como kidults. Eles representam uma combinação de nostalgia, bem-estar e expressão de estilo de vida, conquistando cada vez mais visibilidade nas redes sociais e se conectando diretamente com a cultura pop e o universo dos colecionáveis. Estrategicamente, as marcas presentes na Abrin 2026 (principal evento de brinquedos da América Latina) deixaram de tratar o ‘Kidult’ como um nicho para integrá-lo ao core business, elevando o tíquete médio dos produtos através de designs assinados e licenciamentos icônicos.

Entre os produtos que serão lançados durante a Feira Abrin 2026, principal evento do setor de brinquedos da América Latina, estão os quebra-cabeças da linha “Quadrões”, desenvolvidos em parceria entre a Mimo e a MSP Estúdios. Disponíveis em versões de 500 e 1.000 peças e ilustrados com personagens da Turma da Mônica, os produtos propõem um convite ao foco e à desaceleração, estimulando momentos longe das telas, seja em experiências individuais ou coletivas.

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“Hoje, vemos um público adulto cada vez mais presente e relevante para o setor brinquedista. Esses consumidores buscam nos jogos e nas experiências lúdicas não apenas entretenimento, mas também momentos de pausa, socialização e conexão afetiva, muitas vezes guiados pela nostalgia e pelo desejo de bem-estar. Esse movimento fortalece o mercado e amplia as possibilidades de inovação de forma intergeracional”, afirma Synésio Costa, presidente da Abrinq.

Segundo ele, “em 2025, o faturamento do setor de brinquedos cresceu 1,86% e alcançou R$ 10,3 bilhões no varejo brasileiro, e esse resultado foi impulsionado pelo público de todas as idades.”

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