KPMG é alvo de críticas por auditorias em bancos ingleses

A KPMG, empresa que presta serviços de auditoria, enfrenta uma nova onda de críticas sobre a qualidade das seus trabalhos nos bancos, depois de o Financial Reporting Council (FRC), órgão regulador britânico, ter dito que era “inaceitável” que, pelo terceiro ano consecutivo, o serviço da empresa não estivesse à altura do pretendido.

O FRC disse que irá monitorar de perto as auditorias da KPMG para garantir que os resultados sejam tratados em tempo útil. A empresa concordou com um conjunto de melhorias que forma exigidas e que serão realizadas este ano. Uma reportagem publicada nesta sexta-feira (23) no Jornal de Negócios de Portugal, relatou o episódio.

Os resultados da inspeção à KPMG não mostram melhorias, e é inaceitável que, pelo terceiro ano consecutivo, o FRC encontre novas falhas nas auditorias de bancos e entidades semelhantes à KPMG”, cita o comunicado.

Em Portugal, a KPMG foi condenada pelo Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, perdendo, desta vez, o processo contra a CMVM (Comissão de Valores Mobiliários de Portugal) pelos atos de auditoria no BES. O mesmo caso do qual tinha saído vitoriosa contra o Banco de Portugal, processo este que está agora no Supremo.

Nas sete maiores empresas de auditoria do Reino Unido – BDO, Deloitte, EY, Grant Thornton, Mazars e PwC, além da KPMG – quase 29% de toda a contabilidade estava abaixo da média no ano até o final de março, de acordo com o relatório anual do FRC. Esta meta fica bem abaixo dos 10% que o regulador britânico definiu.

O FRC também espera que BDO e Mazars implementem medidas adicionais para alcançar auditoria de alta qualidade à medida que continuam a crescer”, diz o comunicado.

Conforme a reportagem, as empresas de contabilidade têm enfrentado intenso escrutínio por reguladores e promotores para qualquer papel que possam ter desempenhado em uma série de colapsos e escândalos de empresas. O FRC abriu investigações sobre as auditorias da Greensill Capital, uma fintech que implodiu no início deste ano, e um banco de propriedade de um de seus maiores tomadores de empréstimos.

A Greensill tem o agravante de estar no meio de acusações de lobby e privilégios junto ao governo do primeiro-ministro Boris Johnson.

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