Kuwait busca ampliar pauta comercial com o Brasil

Novo embaixador em Brasília diz que troca de mercadorias entre os dois países tem potencial para ir além das commodities

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Contêineres no porto (Foto: Tânia Rêgo/ABr)
Contêineres no porto (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Novo embaixador do Kuwait em Brasília, Talal Al-Mansour, defende que a pauta comercial entre o Brasil e o Kuwait pode – e precisa – ser diversificada para além das exportações de petróleo por parte do Kuwait, e de alimentos, a partir do Brasil. Em visita à Câmara de Comércio Árabe Brasileira na última sexta-feira, Al-Mansour disse também que é preciso retomar negociações para um acordo entre o Mercosul, zona de livre de comércio formada por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, e os países que formam o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC): Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Catar.

“Qualquer pessoa com quem você converse no Kuwait sobre relações comerciais entre Kuwait e Brasil irá falar sobre a Sadia. Porque o projeto Sadia tem muito sucesso”, disse, em referência à presença consolidada da marca brasileira de carne de frango. “O que eu quero, e estou muito aberto em qualquer campo, é algo em que possamos obter vantagens para os dois Estados” disse Al-Mansour à ANBA, sobre a possibilidade de ampliar as relações comerciais para outros setores da economia e para outras modalidades de negócios além das trocas comerciais, como, por exemplo, realização de parcerias.

Esta é a segunda vez que o diplomata atua no Brasil, pois ele já serviu na embaixada entre 2002 e 2006. Al-Mansour recordou que, no passado, existiram conversas para a realização de um acordo de livre-comércio entre o Golfo e o Mercosul, um diálogo que poderia ser retomado.

“Precisamos fazer isso porque os dois lados podem ganhar muito”, disse o embaixador, que entregou suas cartas credenciais ao presidente Lula na última quarta-feira, em evento realizado em Brasília. O presidente brasileiro, disse ele, afirmou que deseja ter uma relação econômica mais próxima com o Kuwait e lhe disse que o Brasil tem grandes indústrias e está fazendo investimentos enormes.

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Em sua visita à Câmara Árabe, o embaixador esteve acompanhado do diplomata Fahad Alati. Na instituição, se reuniu com o presidente, Osmar Chohfi, com o vice-presidente de Relações Internacionais, Mohamad Mourad, com o CEO e secretário-geral, Tamer Mansour, e com a diretora de Relações Institucionais da Câmara Árabe, Fernanda Baltazar, que apresentou detalhes sobre a instituição e o comércio bilateral entre os dois países ao embaixador.

Dados compilados pelo Departamento de Inteligência de Mercado da Câmara Árabe mostram que no ano passado, o Brasil exportou ao Kuwait US$ 268,1 milhões, sobretudo em carne de frango, milho e carne bovina, e importou US$ 403,4 milhões, principalmente petróleo. Com o país do Golfo, o déficit nas trocas comerciais foi de US$ 134,7 milhões.

Agência de Notícias Brasil-Árabe

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