Lanterna

A Ford Motors, sozinha, investe 35% a mais em pesquisa e desenvolvimento do que todas as empresas brasileiras juntas. A informação foi dada, esta semana, por Ernesto Cavasin, da consultoria PricewaterhouseCoopers, ao participar do I Seminário Inovação e Empresa, promovido pela Câmara Oficial Española de Comercio en Brasil. Segundo Cavasin, dos países integrantes dos Brics (Brasil, China, Rússia e Índia), o Brasil é o que menos investe em pesquisa e desenvolvimento.

Sem valor agregado
Responsável por quase 2% do produto interno bruto (PIB) mundial, o Brasil, de acordo com Cavasin, detém somente 0,2% das patentes mundiais e investe 1% do PIB – cerca de US$ 12 bilhões anuais. Desse total, só 40% são aplicados por empresas privadas.  Embora o país tenha registrado avanços com a Lei da Inovação, que criou incentivos fiscais para pesquisa e desenvolvimento no setor privado, quase 65% das empresas brasileiras desconhecem, não entendem ou não têm capacidade de acesso a esses incentivos e 90% delas têm pouco ou nenhum conhecimento sobre as atividades dos órgãos de fomento de P&D, salientou Cavasin.

Pulo de 30
O deputado estadual Paulo Ramos (PDT-RJ) quer saber da Brascan o motivo da grande diferença entre o preço pago pela hipoteca dos apartamentos do condomínio Waterways, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, e o preço de revenda, pago pelos moradores. “Os imóveis foram comprados por aproximadamente R$ 100 mil cada, mas foram revendidos por até R$ 3 milhões.” Ramos preside CPI da Alerj que investiga a venda de imóveis a preços abusivos e em regiões que ainda não possuem o registro de imóveis. Nesta terça-feira, ele ouvirá o presidente da Brascan Imobiliária, Marcos Levy, o titular do 10º Ofício de Notas, Cláudio Mendonça, e o titular do 24º Ofício de Notas, José Mário Pinto.

Mais da metade
Até 18h30 de sexta-feira, o Dia Nacional da Conciliação contabilizava a realização de 50.714 audiências em todo o país, com acordos em 53,66%. Ao todo, 56 tribunais estaduais, federais e trabalhistas participam dos mutirões de conciliação, em 550 cidades.

Acordo
A Comissão de Conciliação Prévia (CCP) da construção civil do Rio superou a marca de R$ 16 milhões em acordos trabalhistas, em 11 mil sessões realizadas, de 12 de junho de 2000 até esta sexta-feira, Dia Nacional da Justiça, que destacou a conciliação. Segundo dados do sindicato das indústrias (Sinduscon-Rio), das 24.920 sessões convocadas, 47% foram realizadas, sendo que 9.728 (82%) terminaram em acordo entre empregados e empresa, com o valor médio da indenização chegando a R$ 1.709.

LER
Duas digitadoras receberam 50 salários mínimos de indenização por danos morais de uma empresa de call-center. Elas desenvolveram Lesão por Esforço Repetitivo (LER). De acordo com o advogado das vítimas, João Tancredo, era previsível que as mulheres adquirissem a doença, pois exerciam sua atividade sem os intervalos necessários, atuando em condições hostis para a saúde. As trabalhadoras ganharam, também, pensão de 100% do valor que recebiam na época, 13º salário e férias.

Bombeira
A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) viveu uma situação incomum, quinta-feira. Diante da revolta dos passageiros com o caos no Aeroporto de Brasília e à ausência de informações das empresas aéreas, a senadora foi convidada pela polícia para tentar acalmar os ânimos: “Agora, imagine eu sendo chamada para acalmar as pessoas”, relatou a senadora, provocando risos em quem assistia à TV Senado.

Sem lei
Sete em cada dez cariocas consideram a cidade insegura; 60% não confiam na Polícia Militar; 40% já foram vítimas de algum problema com a PM; 80% consideram inadequado o policiamento ostensivo da cidade; e 70% têm saído cada vez menos de casa para lazer. Estes são alguns resultados de pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos de Turismo da UniverCidade e o Centre International de Recherches et Etudes Touristiques, sobre a percepção da população que mora no Rio sobre a segurança da cidade. A pesquisa, coordenada pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner, ouviu 600 moradores da cidade. Outros dados: 80% dos entrevistados alegam que a Zona Sul recebe melhor atenção da polícia e 70% alegam que o policiamento noturno é inexpressivo.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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