Latifúndio petista

A concentração da terra cresceu durante os oitos anos do Governo Lula, segundo dados declarados ao Incra pelos próprios proprietários de terra. Catalogados pelos MST, esses dados revelam que, em 2003, primeiro ano da administração petista, 112 mil proprietários detinham 215 milhões de hectares. Em 2010, último ano de Lula no poder, 130 mil proprietários concentravam 318 milhões de hectares: “Mais de 100 milhões de hectares passaram para o controle de latifundiários, que controlam em média mais de 2.400 hectares”, conclui o MST.

Reino dos improdutivos
Os dados declarados ao Incra pelos próprios donos das terras demonstram ainda que o registro de áreas improdutivas teve crescimento superior ao das produtivas, o que, para o MST, “aponta para a ampliação das áreas que descumprem a função social”, determinada pela Constituição de 1988.
O aumento do total de imóveis e de hectares sinalizam que cresceu o número de proprietários registrados no cadastro no Incra. Eles passaram de 58 mil proprietários, que, em 2003, controlavam 133 milhões de hectares improdutivos, para 69 mil donos, que, em 2010, concentravam 228 milhões de hectares abaixo da produtividade média: “Essas áreas podem ser desapropriadas e destinadas à reforma agrária”, defende José Batista de Oliveira, da Coordenação Nacional do MST.

Por baixo
O MST ressalva que os critérios para classificar a área como improdutiva basearam-se  na tabela dos índices de produtividade do censo agropecuário de 1975. Caso fossem usados os dados do censo agropecuário de 2006 – que considera as novas técnicas de produção agrícola que possibilitam o aumento da produtividade – o total de propriedades improdutivas seria ainda maior.

Oportunidades
As vendas brasileiras aos países do Mercosul se concentram em produtos manufaturados, categoria que representou 91% das exportações a estes países em 2010. Quadro totalmente diferente na relação com o resto do mundo, em que o Brasil é um fornecedor de produtos primários. Oportunidades de negócios no Mercosul é o tema do almoço que a Câmara Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK-Rio) realiza no próximo dia 4, na Firjan. A abertura do evento será feita pelo presidente da Câmara, Guilherme Stussi Neves.

Vasto mar
“A defesa da Amazônia Azul” é o tema que o almirante de Esquadra Álvaro Augusto Dias Monteiro debaterá com líderes empresariais na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), nesta segunda-feira, a partir das 17h.

Acesso
Os usuários de lan houses são, na maioria, jovens entre 14 a 24 anos, sendo que 59% possuem renda pessoal mensal, com 80% ganhando até R$ 1,2 mil por mês e 14%, entre R$ 1.201 a R$ 2 mil. Dentro desse universo, 77% contribuem no orçamento familiar; 40% investiriam em educação se tivessem um acréscimo de R$ 500 na renda. O perfil de 32 milhões de brasileiros que acessam a Internet de uma das 107 mil lan houses espalhadas pelo Brasil foi traçado por pesquisa feita pela consultoria Plano CDE, em parceria com a CDI Lan (ligada à ONG Comitê para Democratização da Informática).

Ascensão
“Tratam-se de usuários conscientes, que utilizam os recursos do acesso à rede principalmente para ascender intelectualmente e profissionalmente”, avalia Bernardo Faria, diretor da CDI Lan, ao destacar o potencial das lan houses para serviços como cursos à distância, assim como produtos de inclusão financeira.
O perfil mostra também que 43% têm ensino médio completo ou superior incompleto e 6% têm superior completo; 46% têm emprego fixo.

Leitores
A pesquisa aponta que as atividades mais relevantes para os usuários de lan houses são acessar e-mail (29%); ler notícias do mundo (23); ler notícias de entretenimento (18%); e ler notícias de esportes (14). Nas redes sociais, o acesso prioriza o contato com amigos e parentes (64%); a postagem de fotos (13%); e os jogos sociais (8%).

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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