Latinha

Esta coluna contabilizou, na segunda-feira, no Rio, mais lojas fechadas devido à crise econômica do que à onda de boatos que atingiu a cidade. Com uma diferença: ontem as lojas que fecharam com medo de supostos traficantes reabriram; as atingidas pelo plano “latinha” (lá tinha uma mercearia, lá tinha uma lavanderia) vão continuar com placas de “vende-se” ou “aluga-se” penduradas nas portas.

Futuro radiante
Apesar dos problemas e do acirramento da crise financeira, o físico José Bautista Vidal se declara otimista em relação ao futuro do Brasil. Para ele, a situação mais grave é a dos países desenvolvidos, que, segundo defende, estariam “à beira da falência”, porque, “a era do petróleo – energia que move o mundo – está com os dias contados”. “Eles não têm alternativa a não ser se apropriar das fontes energéticas que a natureza legou a outras. E a mais rica delas todas, disparadamente, é o Brasil, porque foi premiado com um reator a fusão nucelar particular – o sol, a grande fonte de todas as formas de energia usadas pelo homem até agora e dentro de bilhões de anos”, compara.
Para o físico, o Brasil, “como grande continente tropical do planeta, terá um poder inimaginável”, mas, ressalva, “desde que conte com dirigentes à altura desse papel histórico”. Aí é que a coisa pega!

Fim de linha
Ainda segundo Bautista, cerca de 50% do petróleo descoberto no mundo estão concentrados em apenas 20 campos supergigantes: os da Sibéria, do Texas – praticamente  esgotados – os do Oriente Médio e um no México. Outros 25% do petróleo mundial estão em 200 campos. Ou seja, destaca o físico, 220 campos englobam 75% do petróleo do planeta. “Os restantes 25% estão em mais de 30 mil campos, o que não é nada. Então, ou você descobre meia dúzia de campos supergigantes ou o petróleo já acabou, porque não adianta dizer que vai durar 30 anos, pois, com todos os investimentos que você tem, o petróleo existente não dá para sustentá-los em 30 anos”, calcula.

Terrorismo
Imagine o que aconteceria se alguém mal intencionado ligasse para escritórios no Empire State Building, em Nova York, dizendo, com sotaque árabe, que tinha colocado uma bomba no primeiro andar do prédio.

Números
Há pelo menos três semanas integrantes do comando de campanha de Garotinho (PSB) vêm repetindo que “pesquisas feitas pelo partido” mostram o candidato à frente do tucano José Serra. Esses números não aparecem em nenhuma pesquisa registrada oficialmente no TSE; que, porém, não toma providência quanto à divulgação dessas supostas pesquisas, nem do PSB, nem das instituições financeiras, que sempre vazam para colunistas de plantão nos “jornalões”.

Rapidez
Lula (felizmente) ainda não se mostra íntimo das sutilezas do “mercado”. Ontem, disse que quem especulou com dólar terá prejuízos. Que nada. Quem especulou já embolsou gordos lucros e não precisa esperar pelo próximo governo.

Para chinês ver
Os contatos entre as 150 empresas brasileiras e 23 redes internacionais de supermercados que participaram da I Feira Internacional para Compradores Estrangeiros (I Ficex), no Riocentro, Rio de Janeiro, devem gerar negócios de US$ 2 bilhões, o dobro da expectativa inicial. Segundo o assessor da Agência de Promoção de Exportações (Apex), Silas César da Silva, a rede Beijing Chaoshifa Chain Stores Co. se interessou inclusive em sediar uma Ficex, na China, e se propôs a fazer uma semana de exposição de produtos brasileiros, cedendo toda a infra- estrutura necessária. Foram 900 encontros de negócios com os executivos de compras de 17 países, entre eles EUA, França, Inglaterra, Japão e Alemanha.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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