Lava Jato na Justiça Eleitoral: Paulinho da Força

10 anos para enquadrar um dos deputados que apoiaram golpe contra Dilma.

Conjuntura / 23:20 - 14 de jul de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Passaram quase 10 anos para que a Polícia Federal cumprisse mandado de busca e apreensão contra o deputado federal Paulinho da Força, presidente do partido Solidariedade. Trata-se de ação da Operação Lava Jato de São Paulo, A operação deflagrada após inquérito policial encaminhado à Justiça Eleitoral de São Paulo em meados de 2019, depois da colaboração premiada de acionista e executivos do Grupo J&F, revelando a existência de indícios do recebimento de doações eleitorais não contabilizadas durante as campanhas eleitorais dos anos de 2010 e 2012, no valor total de R$1,7 milhão.

A sede da Força Sindical, no bairro da Liberdade, o apartamento do deputado em São Paulo e o gabinete dele em Brasília também são alvos de buscas. Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, é um dos mais importantes líderes sindicais de direita do país e apoiou decididamente o golpe contra Dilma Roussef em 2016.

A operação Dark Side é primeira fase da operação Lava Jato junto à Justiça Eleitoral de São Paulo desde o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal que reafirmou a competência da Justiça Eleitoral para os crimes conexos aos crimes eleitorais.

São cumpridos sete mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP) e Brasília (DF), além do bloqueio judicial de contas bancárias e imóveis dos investigados, determinados pela 1ª Zona Eleitoral de São Paulo/SP.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, os pagamentos teriam ocorrido por meio da simulação da prestação de serviços advocatícios e também com o pagamento de valores em espécie através de doleiros contratados.

Em 2010, Paulinho da Força, presidente licenciado da Força Sindical, foi reeleito deputado federal. Em 2012, ele disputou a eleição para a Prefeitura de São Paulo, que perdeu ainda no primeiro turno. O pleito foi vencido por Fernando Haddad (PT). Em ambas as eleições, o parlamentar estava filiado ao PDT. Em comunicado, Paulinho da Força diz desconhecer os fatos citados, afirma lamentar a operação e diz que as contas de suas campanhas em 2010 e 2012 foram aprovadas pela Justiça Eleit

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor