Leito fantasma

Oitenta por cento dos leitos cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS) não existem, avalia o deputado federal Alexandre Cardoso (PSB-RJ), presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara Federal. Segundo o deputado, as informações que são passadas pelas prefeituras ao DataSUS estão desatualizadas. Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, por exemplo, o número de leitos cadastrados para pediatria caiu de 634, em 1992, para 93, em 2005. Para Alexandre Cardoso, as prefeituras são prejudicadas com essa desatualização. Para o prefeito de Guapimirim, também na Baixada, Nelson do Posto, rios de dinheiro estão sendo jogados fora com a intervenção federal na Saúde na capital, sem que nada tenha sido resolvido. “A saúde no Brasil vai mal porque o dinheiro é jogado pelo ralo. Precisamos aumentar os recursos do interior para desafogar o centro”, protestou.

Habemos papa?
Grupos sociais sem coesão para empreender transformações profundas tendem a ceder à tentação de congelar seu presente. Parece ser esse o movimento defensivo que presidiu a assunção do cardeal Joseph Ratzinger ao papa Bento XVI. Na ausência de um projeto estratégico para um papado mais longo num mundo repleto de desafios, os cardeais optaram pela continuísmo para ganhar tempo e construir uma alternativa mais ampla.
Não são raros, porém, os exemplos históricos, inclusive no mundo religioso, em que personagens escalados para manter o status quo se viram atropelados por acontecimentos tão complexos, como os contemporâneos, que foram empurrados para posições que não as desejadas inicialmente, para fugirem do anacronismo e da irrelevância.

Cara do Rio
O grupo Pão de Açúcar adere hoje ao programa Compra Rio, do governo fluminense, que visa a aumentar as vendas dos produtos feitos no Rio de Janeiro. Peças de artesãos fluminenses serão vendidas em lojas da Sendas, rede controlada pelo grupo paulista. A parceria faz parte do Programa Caras do Brasil, iniciativa do Pão de Açúcar. Desde novembro de 2004, a Casa do Artesanato, do Rio, fornece trabalhos para venda em lojas do grupo em São Paulo.

Mr. Universo
O número de brasileiros pouco chegados à atividade física que vão recorrer ao implante de silicone peitoral para exibir um tórax bem delineado deve crescer 20% este ano. A previsão é do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica do Rio de Janeiro, Everardo Abramo. De amanhã até sábado, a entidade realizará a Jornada de Cirurgia Plástica de Búzios, que debaterá o implante e outras próteses de silicone. Além do peito, glúteos e panturrilha estão na lista dos mais procurados pelos homens nas clínicas de cirurgia plástica.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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