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domingo, janeiro 17, 2021

Leniência

O anúncio da quebra iminente do banco franco-belga Dexia, além de abrir nova temporada especulativa na crise, desmoraliza, mais uma vez, não só as agências de classificação de risco. Ele ocorreu apenas três meses após as autoridades monetárias européias terem submetido os bancos da região a um teste de estresse, que apontou problemas em apenas oito instituições (cinco espanholas, duas gregas e uma austríaca). Com esse tipo de leniência com a banca, não é surpresa que os dirigentes da União Européia (UE) continuem a ir a reboque dos fatos.

Meia sola
Com o choque de realidade produzido pela revelação da situação do Dexia, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, enfim, admitiu lançar um plano de capitalização dos bancos europeus. Diante, porém, da pouca transparência dos balanços e dos resultados dos programas anteriores na região e nos Estados Unidos, se quiserem mesmo sustar a crise, a UE terá de rever antigos dogmas e estatizar seu sistema financeiro.

Carajás nos trilhos
Foi inaugurada no município de Bacabeira, no Maranhão, a unidade fabril da Cavan/Rocbra que atenderá a um contrato firmado com a Vale para o fornecimento de 3,2 milhões de dormentes destinados à manutenção e duplicação da Estrada de Ferro Carajás, entre outros produtos. Com 892 quilômetros de extensão, a ferrovia liga a mina de extração de minério de ferro de Carajás (PA) ao porto de Itaqui (MA). A fábrica conta com sistema de iluminação alimentada por energia eólica, entre outras iniciativas de sustentabilidade. A Cavan/Rocbra é resultado de uma joint-venture formada entre a Cavan – braço industrial da Alusa Engenharia – e a norte-americana Rocla.

Mudanças
O novo Código de Mineração e a necessidade de descentralizar a gestão mineral para os estados é o tema de palestra, nesta quarta, no Clube de Engenharia (Centro do Rio), da diretora de Mineração do Serviço Geológico (DRM-RJ), geóloga Debora Toci.

Sem fila
A Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quarta-feira, em primeira discussão, o Projeto de Lei 291/11, que reduz de 20 minutos para 15 minutos o tempo de espera pelo atendimento nas agências bancárias.

Ameaça velada
O subsecretário de Comércio Internacional dos Estados Unidos, Francisco Sánchez, não perde oportunidade para falar que seu país colabora com o Brasil, dando como exemplo o fornecimento de peças para Embraer. Antes de parecer sinal de boa vizinhança, soa mais como ameaça no caso de serem contrariados os interesses norte-americanos.

Insatisfação garantida
Um médico comprou no Ponto Frio, no dia 13 de setembro, uma TV 3D de último tipo da Samsung, para usar, nove dias depois, numa festa. Ao ligar o aparelho, verificou que apareceram faixas verticais nas laterais; com o passar do tempo, a imagem ficou borrada até que a TV apagou de vez e não ligou mais, para desespero do médico frente a seus convidados. Ele ligou para a loja, e informaram que reclamações, só até 7 dias após a entrega. Foi obrigado a recorrer à assistência técnica do fabricante, que retirou o aparelho para conserto, do qual ainda não voltou. Menos de um dia de uso, mais de dez dias de “estaleiro”. O Código do Consumidor deveria ser alterado para obrigar, em casos como esse, à troca imediata do bem. Muitas vezes paga-se caro por um produto justamente para tê-lo novo, e o cliente fica obrigado a levar um produto “recauchutado” pela autorizada.

Gigante coreana
Nos primórdios da informática, os monitores – basicamente uma TV sem sintonizador – da fabricante coreana eram conhecidos como “sem sunga”, referência à pouca qualidade. De lá para cá, a Samsung virou um gigante mundial, e pode ser que seus produtos estejam melhores.

Pobre&rico
A proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para os bancários, de aumento real (acima da inflação) de 0,56%, só não é mais escandalosa dos que os lucros dos bancos tupiniquins, que nos 12 meses encerrados em junho somou R$ 59,7 bilhões.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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