Leão desenvolvimentista

A secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, pretende firmar um convênio com o Ipea para “colaborar na avaliação da tributação com a lupa de instrumento para o desenvolvimento”. Segundo ela, um seminário com o tema “A Tributação e o Desenvolvimento” será elaborado, conjuntamente, entre a Receita, o Ipea e a Esaf.

Igualdade
O presidente da Unafisco, Pedro Delarue, defendeu durante o XI Congresso Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Conaf), em Foz do Iguaçu (PR), que a categoria formule uma nova política tributária para o país. “É necessário que tenhamos consciência de nossas obrigações perante a sociedade, inclusive na formulação de políticas tributárias mais equânimes e menos onerosas para as camadas mais sofridas do povo brasileiro”, afirmou.

Estado
Ainda durante o Conaf, Delarue afirmou: “Num mundo em que o capital financeiro internacional tenta adquirir, inclusive, um caráter de regrador normativo do sistema legal e tributário de muitas nações, é fundamental que os auditores fiscais assumam seu papel inalienável de autoridades de Estado, combatendo o desvario especulativo, as fraudes financeiras, a sonegação, a lavagem de dinheiro, o contrabando e descaminho, a pirataria e o tráfico internacional”.

“Revival”
A desmoralização das agências de classificação de risco e outros quiromancistas faz lembrar história protagonizada pelo economista Maurício Dias David, nos anos 1980, quando dirigia a Faculdade de Ciências Econômicas da Uerj e lotou um dos auditórios da universidade com estudantes e professores para ouvirem dois convidados muito especiais: um pai de santo e um vidente, ambos devidamente paramentados, para apresentarem os métodos de suas previsões… na economia.
Cerca de 20 anos depois, David ainda se diverte ao lembrar do episódio, que teve destaque na imprensa: “O que eu pretendia mostrar – para grande escândalo de alguns colegas meus, que não entenderam bem o espírito da coisa – era que qualquer previsão em economia valia o que mostrava: um palpite sobre o que poderia vir a acontecer. Apenas isso”, conta o economista que integra o Conselho Editorial do MM.

Descontentes
Nem todos, porém, encararam o episódio com bom humor. David acrescenta que o pessoal vinculado ao Ipea da época e que dominava o corpo docente da faculdade ficou furioso com o convite.

Sopa no Leblon
Servidores públicos do Rio farão, nesta quinta-feira, passeata até a residência do governador Sergio Cabral em protesto contra a política do estado para o funcionalismo. Os manifestantes concentram-se, ao meio-dia, no Arpoador. Em frente à moradia de Cabral, no Leblon, haverá distribuição de sopa e carta aberta à população explicando as razões do protesto. O funcionalismo reivindica 66% de reposição salarial, planos de carreira, incorporação das gratificações, concurso público e não aplicação da lei que cria as fundações públicas de direito privado.

Mão na massa
O faturamento do setor de massas alimentícias no Brasil cresceu 12%, entre 2003 e 2007, ou 4% ao ano. Isso significou incremento de 0,2 kg no consumo per capita de macarrão, ou 3% no mesmo período. Já a produção brasileira avançou de 1.170 toneladas para 1.270 toneladas. Desse total, 87% são de massas secas; 10%, massas instantâneas e 3%, massas frescas. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima) dentro das comemorações do 14º Congresso Mundial de Macarrão.

Falta crescer o bolo
O consumo mundial de macarrão atinge 11,4 milhões de toneladas por ano. O Brasil é o terceiro maior consumidor, atrás apenas de Itália e Estados Unidos. “Porém, quando a estatística considerada é a per capita, caímos para o 12º lugar, com consumo de 6,7 kg por ano. É esse número que queremos mudar”, afirma Claudio Zanão, diretor-presidente da Abima.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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