Líderes mundiais do setor bancário temem recessão global este ano

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Pesquisa realizada pela KPMG com CEOs de bancos e instituições financeiras de todo o mundo aponta que 85% deles acreditam que haverá uma recessão ao longo deste ano. O levantamento da “KPMG 2022 Banking CEO Outlook” – que ouviu 141 líderes bancários globais no segundo semestre do ano passado – reafirma a opinião de dois terços de economistas-chefe dos setores público e privado entrevistados pelo Fórum Econômico Mundial, realizado este mês em Davos, na Suíça.

A razão desse panorama pessimista é inflação alta, baixo crescimento, dívida elevada e ambiente de alta fragmentação reduzem os incentivos para os investimentos necessários para voltar ao crescimento e elevar os padrões de vida dos mais vulneráveis do mundo, disse Saadia Zahidi, diretora executiva do Fórum Econômico Mundial, em comunicado que acompanhou os resultados da pesquisa baseada em 22 respostas de um grupo de economistas sêniores de agências internacionais, incluindo o Fundo Monetário Internacional, bancos de investimento, empresas multinacionais e grupos de resseguros.

A pesquisa da KPMG observou que pouco mais da metade (59%) espera um breve e leve retrocesso, por outro, a maioria (70%) afirma que uma crise como essa acabaria com o crescimento previsto nos próximos três anos. “Os executivos do setor terão pela frente desafios e oportunidades, mesmo quando lidam com preocupações a respeito do aumento das taxas de juros, da nova política monetária e dos riscos à reputação. Após um ano de incertezas causadas pelas tensões geopolíticas e pela pandemia, que segue em curso, é animador ver altos níveis de confiança nas perspectivas de crescimento nos próximos três anos e, neste contexto, o setor tem uma importância relevante para retomada do crescimento econômico”, analisa o sócio líder de serviços financeiros da KPMG no Brasil, Cláudio Sertório.

Os entrevistados foram perguntados sobre as melhores estratégias de crescimento diante deste cenário. Para 74% dos líderes, é fundamental estimular a transformação digital em um ritmo acelerado para, assim, manter-se à frente da concorrência. Além disso, 60% deles comprometeram-se a alocar mais de 6% da receita para tornar a organização mais sustentável, com mais atenção à agenda ESG. Com relação ao modelo de trabalho, 69% consideram que aqueles que trabalharam em escritórios antes da pandemia estarão de volta presencialmente nos próximos três anos.

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“Muitos CEOs reconhecem que o crescimento de longo prazo deverá exigir um compromisso contínuo de estimular as mudanças em toda a organização. Por isso, permanecem como prioridades a adoção e expansão das iniciativas de ESG, o investimento em novas tecnologias e o tratamento da eficácia dos modelos emergentes no local de trabalho”, resume o sócio da KPMG.

Pesquisa

A oitava edição do “KPMG CEO Outlook Global” ouviu 1.325 CEOs que pertencem ao grupo denominado global, formado por Alemanha, Austrália, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Japão e Reino Unido. As empresas que eles lideram atuam em áreas como bancos, consumo e varejo, seguros, industrial, energia, tecnologia, ciências da vida, infraestrutura, indústria automotiva e gestão de ativos.

Este recorte com insights e perspectivas sobre o setor financeiro é um dos onze realizado também em outros setores-chave da indústria, com informações e tendências

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