Lição

Além de emocionar o mundo e elevar a auto-estima dos brasileiros, o belo espetáculo pela paz oferecido por Gilberto Gil na ONU mostrou por que, entre outras razões, governos não devem subestimar o papel da cultura. Gastando muito pouco, Gil, ao chamar o secretário geral da ONU, Kofin Annan, ao palco, garantiu ao Brasil e a seu governo uma exposição de mídia em todo o mundo incomparavelmente maior do que as poucas linhas que devem ser dedicadas pela imprensa dos países centrais à passagem do presidente Lula por Nova York

Democracia em risco
O colégio de líderes da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados se reúne hoje para discutir, entre outros itens, o PL 1503/03, que muda a regra do voto impresso junto com o voto eletrônico. O próprio ministro José Dirceu teria interesse na aprovação do projeto, assim como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em jogo está a garantia de lisura das eleições.
O PL 1503/03, chamado pelos críticos de Projeto do Voto Virtual, elimina o voto impresso, revoga a obrigatoriedade da Justiça Eleitoral efetuar uma auditoria aberta no seu sistema informatizado antes da publicação dos resultados finais e permite que o Sistema Eleitoral Informatizado contenha programas de computador fechados, ou seja, secretos.
Essa lei, se aprovada, tornará impossível uma auditoria externa eficaz do sistema eleitoral, pondo em cheque até os fundamentos do projeto democrático brasileiro. Corremos o risco de ser governados por uma dinastia, com os controladores do sistema eleitoral podendo eleger seus sucessores, mesmo sem ter os votos necessários.
Especialistas em informática alertam para os riscos e insegurança do sistema. Até agora nenhuma auditoria externa conseguiu comprovar que o voto eletrônico é seguro. Além disso, os defensores de mais segurança nas eleições lembram que em outros países a tendência é exigir que sistemas eleitorais informatizados possuam o registro material do voto, procedam auditoria automática do sistema e só utilizem programas de computador abertos.
Por que será que o Brasil, sempre taxado de atrasado por ter tido uma (justa) lei de proteção à indústria nacional de informática, é o único país onde o voto é 100% virtual?

Petróleo é nosso
A Assembléia Legislativa (Alerj) e a Câmara Municipal do Rio de Janeiro se unem para homenagear os 50 anos da Petrobras. Por iniciativa do deputado estadual Paulo Ramos (PDT) e do vereador Ricardo Maranhão, será realizada dia 6, às 18h, sessão de homenagem no Plenário Barbosa Lima Sobrinho.

Bolsas
Terminam na próxima sexta-feira as inscrições para o preenchimento de 3.119 vagas para jovens com bolsas de estudo integral em diversos cursos profissionalizantes do Senai-RJ. Os cursos serão oferecidos na capital e em várias cidades do interior. Mais informações pelo telefone 0800 231231.

Fique vivo com sua conta
Uma cliente da operadora de telefonia celular Vivo entrou em contato com o MONITOR MERCANTIL reclamando que a empresa estaria cobrando por chamadas não completadas, em que se ouve “este celular está desligado ou fora da área de serviço”. De acordo coma consumidora, a Vivo informou que tal cobrança é devida, pois toda ligação que ultrapasse seis segundos é taxada. Através de sua assessoria de imprensa, a operadora retrucou: “A Vivo esclarece que não cobra por chamadas não completadas”.

Quem manda
Vale registro a explicação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sobe os motivos da hesitação do governo sobre renovar ou não o acordo com o FMI. Segundo ele, alguns investidores internacionais são favoráveis, para servir de aval, e outros, contrários, argumentando que isso confirmaria que o país teria consolidado sua posição. Tudo isso, para concluir candidamente: “É por isso que nós não decidimos ainda.” Nós quem, cara pálida?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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