Livre

Até 2010, 13% da economia européia estarão relacionados à tecnologia da informação (TI) e nada menos que um terço desses negócios fará uso de software livre, previu o pesquisador indiano da Universidade das Nações Unidas (UNU-Merit) Rishab Aiyer Ghosh, em palestra  nesta quarta-feira (16/04) na Câmara Americana de Comércio (Amcham) de Porto Alegre. Ghosh destacou o apoio que o Brasil dá a políticas de incentivo à utilização dos programas livres – e, na maioria das vezes, gratuitos.

“Ainda tem tempo”
O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, não foi a primeira autoridade de alto escalão a operar os mercados. Nos anos 70, o então ministro da Fazenda, Mário Henrique Simonsen, anunciou, em plena palestra, no I Congresso das Corretores de Valores Mobiliários, Salvador, que o Banco do Brasil estava prestes a faz chamada de aumento de capital via bonificação – operação que era uma das coqueluches das bolsas na época. A informação provocou tal debandada de jornalistas e corretores que a palestra foi encerrada, apesar dos apelos de Simonsen por “calma, ainda tem mais tempo”. O papel, que amargava longa maré de baixa e só tinha rival na Petrobras, subiu como foguete.

Sortudo
Corretores presentes ao congresso não entenderam por que, numa das últimas fileiras do auditório do hotel baiano em que se realizava o evento, um deles dava sonoras gargalhadas de felicidade, enquanto a turba se dispersava. Poucos dias depois, o felizardo realizou o lucro da operação a termo que contratara, torrando o dinheiro em dois Passat, que, acreditem, já foi um dos must da indústria automobilística tupiniquim.

Padrão
Na época pré-Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a regulamentação do mercado estava a cabo da Diretoria de Mercado de Capitais (Demec) do Banco Central. A diferença de siglas, no entanto, não provocou diferença fundamental na apuração da insight information.

Sem manutenção
Nos dois últimos meses, ocorrências como a que deixou mais de 10 mil pessoas em Campos Elíseos, São Paulo, sem energia, terça-feira, tornaram-se cada vez mais comuns. A afirmação é do presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (Stieesp), Antonio Carlos dos Reis “Salim”. No mesmo dia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) anunciou, em reunião extraordinária, que São Paulo está à beira de um colapso elétrico.
“Em outubro do ano passado, propusemos uma CPI, na Assembléia Legislativa, para que as autoridades apurassem e cobrassem providências das empresas quanto a situações caóticas como essa de ontem”, disse Salim. Os acidentes mostram que as empresas continuam sem fazer a manutenção preventiva e ampliar as fontes novas de energia.

Varejo
A PDVSA quer comprar uma rede de supermercados que esteja instalada em várias regiões da Venezuela. Segundo o presidente da empresa, Rafael Ramirez, estão sendo feitas negociações com grupos como a Cativen e o Central Madeirense.
A PDVSA aplicou, em 2007, USS 13,89 bilhões em projetos sociais na Venezuela. O barril de petróleo a USS 100 permite investir em projetos de “desenvolvimento econômico justo, de combate a pobreza”.

Soltando os bichos
A Nova Cedae precisa dedetizar com urgência a sede da Rua Sacadura Cabral, na Praça Mauá, Zona Portuária do Rio. Quem precisou ir ao local, quarta-feira, ficou assustado com a quantidade de mosquitos, moscas e até carrapatos que circulavam pela parede da sala da Ouvidoria da estatal. Com o país vivendo uma epidemia de dengue, o cliente da Cedae corre o risco de ir à empresa reclamar de um vazamento e sair doente.

Dilema
Na iminência de ser extraditado para o Brasil, o ex-banqueiro Salvatore Cacciola deve ruminar uma dúvida hamletiana. O que seria mais penoso: continuar a pernoitar na prisão cinco estrelas de Mônaco ou voltar ao Brasil para tentar exercer o direito natural de fugir a que faz jus todo acusado antes de ser condenado em última instância?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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