Livre&seguro

O uso do programas de computador de tecnologia livre já permitiu que apenas a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil economizem cerca de R$ 100 milhões. A economia, porém, não é o principal atrativo para uso de alternativas aos softwares proprietários, e, sim, a segurança. O avanço do uso do Linux por aqui fez a revista norte-americana Wired, apontar, em 2004, o Brasil como principal nação pró-software livre do mundo. A informação consta de matéria desta semana da edição eletrônica Carta Maia.

Obstáculo
Existe o mito de que o Brasil tem a legislação ambiental mais avançada do mundo. Não é bem assim; as leis brasileiras, principalmente a forma como são aplicadas, impedem o que hoje todos buscam, o chamado “desenvolvimento sustentável”. Emblemático é o caso das hidrelétricas: a construção é proibida por conta de exigências minuciosas, muitas descabidas. Sem essa energia, o Brasil acabará caindo na utilização de mais termelétricas, usinas ineficientes, que queimam combustível fóssil e são poluentes. Nesta sexta, mesmo, a gigante Vale anunciou que possivelmente será obrigada a queimar carvão para atender a suas necessidades energéticas. Estranhamente, as licenças ambientais para as caras e poluentes termelétricas não enfrentam as mesmas resistências dos órgãos que cuidam do meio ambiente, que as hidrelétricas.

Origem
O principal problema está nas pessoas que comandam os órgãos ambientais. Muitos vieram de ONGs estrangeiras ou com financiamento do exterior e parecem ter especial prazer em impedir aqui, no Brasil, o desenvolvimento que os demais países buscam, mesmo o que não traz prejuízos ao meio ambiente.

Martelo
Nesta segunda-feira, era tida como certa a nomeação de Luiz Paulo Conde, ex-prefeito e ex-vice-governador do Rio, para a presidência de Furnas. O nome de Conde foi encampado pelo ministro da Articulação Política, Mares Guia, que teria conseguido suplantar a resistência de Dilma Roussef, que preferia uma indicação técnica. O plano parece ser turbinar o nome de Conde, de olho na eleição para prefeito do Rio, ano que vem.

Maravilha
Nesta quarta-feira, às 15h, o governador Sérgio Cabral participa no Corcovado de ato pela mobilização do Rio de Janeiro em apoio à campanha “Vote no Cristo. Ele é uma maravilha!”, promovida pela Associação Comercial do Rio de Janeiro e Bradesco Seguros e Previdência. O objetivo é a mobilização da população para eleger o monumento como uma das sete maravilhas do mundo moderno. Artistas, atletas e crianças darão um abraço simbólico ao Cristo.

Sem massa
Embora emocionantes, as decisões dos campeonatos estaduais tiveram públicos que estiveram longe de encher os estádios, contrariando tradição centenária do futebol brasileiro. A principal causa dos clarões nas arquibancadas de Rio, São Paulo e Belo Horizonte, apesar do forte apelo popular dos times envolvidos, foi o salgado preço dos ingressos, cujo preço médio, no Rio, por exemplo ficou em R$ 26. E pensar que, antes de chegar ao poder, o PT elegia a constituição de “um mercado de consumo de massas” como a principal síntese do governo do partido. Como diria o presidente Lula, nunca o futebol brasileiro teve tão pouca massa no estádios.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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