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          Que destino levou a “multinacional verde-amarela?” Quem acreditou na propaganda da AmBev sobre a internacionalização após a fusão com a belga InBev vai ficar decepcionado. O anúncio da volta da Budweiser ao Brasil, agora fabricada aqui (no interior de São Paulo) já dá uma pista. Uma olhada no site da AB-InBev (nome assumido após a compra da norte-americana Anheuser-Busch, fabricante da cerveja mais vendida no mundo) tira qualquer dúvida. As marcas mundiais da cervejaria são a Stella Artois e Beck”s, além da Bud. Aparecem como “marcas transnacionais” a Hoegaarden e a Leffe . A Brahma, que ganharia o mundo após a criação da InBev, contenta-se com o rótulo de “campeã local”, junto com as “famosas” Chernigivske (da Ucrânia), Harbin (China), Jupiler (Bélgica) e mais 60 marcas.

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A fabricação da Budweiser no Brasil só irá fazer bem para os cofres da InBev lá fora, com a remessa de royalties. A cerveja é muito similar à nossa velha Antarctica, mas custará 15% mais, apostando no fascínio com as marcas – ainda que nos EUA seja consumida pela classe trabalhadora – que vêm de fora.

Repetro
A Receita Federal realiza a partir desta terça-feira o seminário Repetro – Perspectivas para um novo modelo de controle aduaneiro, no Hotel São Francisco Rua Visconde de Inhaúma,95 – Centro, Rio de Janeiro, RJ). O Repetro é um regime que permite a importação de equipamentos específicos, para serem utilizados diretamente nas atividades de pesquisa e lavra das jazidas de petróleo e gás natural, sem tributos federais.

Privatizar é…
Em 1996, quando o Governo FH iniciou a privatização do sistema elétrico, críticos da transferência de patrimônio público para mãos privadas advertiram os empresários que apoiavam a mudança que, num futuro não muito distante, ele pediriam ao governo que retomasse o controle do setor. Cerca de 15 anos depois, algumas das principais entidades da indústria, como Fiesp e Firjan, lançam campanha nacional contra a renovação automática das concessões para os grupos que dominam o setor. O objetivo é criar alguma concorrência que retire o Brasil da incômoda posição de conviver com as mais altas tarifas de energia do mundo.

Um risco
O risco da ação da Fiesp é que, por trás de boas intenções, escondam-se interesses de grupos que desejam assumir a geração elétrica brasileira, cujo controle, na maior parte (75%) permanece na mão do Estado. Seria uma forma de completar o quadro de privatização, como desejavam os tucanos, à época no poder, mas não conseguiram emplacar. O resultado, todos sabemos: a promessa de maior eficiência e custos menores foi substituída por apagões e tarifa dez vezes mais cara.

Choque de realidade
A estrondosa vitória obtida pela presidente Cristina Kirchner nas eleições primárias da Argentina abertas ao público confirma antigo alerta que órgãos de comunicação decadentes, tupiniquins e estrangeiros, costumam desconsiderar: nunca se deve confundir desejo com realidade.

Excluídos
Um cadeirante que pegou, quinta-feira passada, o ônibus A72085, da linha 014 (antiga 214) Castelo-Paula Matos, da empresa Transurb passou por maus momentos. Por volta das 17h40, o motorista parou o veículo em um ponto da Avenida Gomes Freire, no Centro do Rio, para o passageiro desembarcar. Depois de esperar, em vão, por dez minutos, que o elevador para deficientes funcionasse, o condutor, com a ajuda de passageiros e transeuntes, carregaram a cadeira com o rapaz até a calçada. Como efeito colateral da ausência de funcionamento do equipamento, o trânsito, normalmente já intenso naquele horário, tornou-se ainda mais caótico. Em meio a  mais uma demonstração da falta de infra-estrutura para os deficientes do país, restou, ao menos, a boa vontade do motorista e dos que o ajudaram.

Alô, Moreira
Que destino será dado ao Plano Brasil 2022, elaborado pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães com metas para o ano em que se comemorará o bicentenário da Independência do Brasil?
     
     

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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