Localiza vê demanda corporativa deprimida por aluguel de carro

Empresas / 16:08 - 26 de abr de 2016

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O mercado de aluguel de veículos para empresas continua deprimido e sem sinais de melhora, o que contribui para um cenário de estabilidade na tarifa média nos próximos meses, afirmaram executivos da Localiza, nesta terça-feira. A avaliação foi feita depois da companhia divulgar na noite da véspera que encerrou o primeiro trimestre com um crescimento de 11,3% no volume de diárias de aluguel de carros ante o mesmo período de 2015, apoiada na demanda gerada pelo turismo. “Não estamos vendo nos próximos meses aumento de demanda corporativa, não há cenário para isso. As viagens de negócios devem continuar baixas”, afirmou o vice-presidente financeiro da companhia de aluguel de veículos e gestão de frotas, Roberto Mendes, a analistas do setor. “Não temos expectativa de ganho de tarifa média neste ano”, acrescentou. Por outro lado, o preço dos carros novos vendidos pelas montadoras de veículos deve apresentar reajustes abaixo do ritmo do ano passado, por conta da retração dos consumidores, disse a diretora de relações com investidores, Nora Lanari. Segundo a executiva, algumas montadoras tentaram emplacar aumento de preço no início do ano, mas o movimento não foi adiante. "Difícil supor que as montadoras vão conseguir repassar muita coisa para preços de novo como fizeram no ano passado." Por conta disso, no lado do mercado de venda veículos seminovos, um dos grandes geradores de receita da Localiza, não deve haver grandes reajustes nos preços. "Estamos assumindo um cenário mais conservador no seminovo e não esperamos nada relevante em termos de preços para 2016."   Lucro   A Localiza teve lucro líquido de R$ 103 milhões no primeiro trimestre, alta de 2,7% na comparação anual, informou a empresa de gestão de frotas e aluguel de veículos nesta segunda-feira. A alta de 41% das despesas financeiras, para R$ 67,7 milhões, pressionou o resultado. A receita líquida consolidada subiu 4%, a R$ 1,047 bilhão. Segundo a Localiza, a queda de 6,3% no volume de venda de carros foi compensada pelo aumento de 6,8% no preço dos veículos vendidos. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado cresceu 5,5% na mesma base de comparação, a R$ 258,4 milhões.

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