Lojistas do Rio esperam aumento de 1% nas vendas do Natal

Rio de Janeiro / 07:05 - 1 de dez de 2016

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A pouco menos de um mês para o Natal - a maior data comemorativa para o comércio, responsável por um terço do faturamento anual do setor -, os lojistas estão pouco otimistas. Pesquisa do Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), que ouviu 750 lojistas da Cidade do Rio de Janeiro para conhecer a expectativa para o Natal, mostra que 60% dos entrevistados estimam crescimento de 1% nas vendas este ano. A pesquisa mostra também que apesar das dificuldades que o país atravessa, especialmente a crise do Estado do Rio de Janeiro que inibe as compras, os lojistas estão fazendo a sua parte e preparados para atender a demanda. Para estimular os consumidores estão fazendo promoções, descontos, planos de pagamentos facilitados, kits promocionais, liquidações, brindes, sorteios e também lançaram novos produtos e aumentaram a variedade de mercadorias. Eles acreditam que os presentes mais vendidos no Natal serão brinquedos, roupas, calçados, lembrancinhas, bolsas, acessórios e bijuterias. Os lojistas estimam também que o preço médio dos presentes por pessoa deve ser de R$ 100 e que os clientes deverão utilizar o cartão de crédito como forma de pagamento, seguido do cheque pré-datado, cartão a vista, dinheiro e a prazo. Para aumentar as vendas 68% dos entrevistados disseram que pretendem abrir as lojas aos domingos no mês de dezembro e estender o horário de atendimento. De acordo com o presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, o moderado otimismo dos lojistas com o Natal é um reflexo do fraco desempenho das vendas em todas as datas comemorativas que o antecederam, que infelizmente não atingiu a expectativa de crescimento estimada pelo comércio. - O desemprego, os juros altos e a inflação inibem o consumidor. E quando a economia vai mal afeta o clima de otimismo e inviabiliza as compras. É o ambiente econômico quem dita o comportamento do consumidor. É a economia em desenvolvimento harmonioso que sustenta os ciclos de produção, emprego, consumo e progresso social. Não se conhece fórmula diferente. Ainda segundo o presidente do CDL-Rio, por mais otimista que o comerciante possa ser – e ele é um otimista por natureza - não pode deixar de reconhecer que o momento que vivemos é de preocupação. - Há sinais de desconforto além do comum. Há inquietação entre empresários de pequeno porte e de porte nem tão pequeno. Há portas se fechando em ruas de forte tradição comercial. Há muito não por fazer, mas por voltar a fazer. O fato é que este clima de desconforto e de incertezas atinge fortemente a todos os setores de atividade, especialmente o comércio.

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