Lojistas do Rio esperam alta de 6% nas vendas no Natal

Aldo: 'nos nove primeiros meses deste ano, preços ao produtor registraram deflação; hoje, sem efeitos da pandemia, inflação ao consumidor segue declinante'

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Aldo Gonçalves (Foto: Arthur S. Pereira/CDL-Rio/Sindilojas-Rio)
Aldo Gonçalves (foto de Arthur S. Pereira/CDL-Rio/Sindilojas-Rio)

Faltando poucas semanas para o Natal – a maior data comemorativa para o comércio, responsável por cerca de um terço do faturamento anual do setor – os lojistas estimam um aumento de 6% nas vendas. É o que mostra a pesquisa do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e

do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Rio de Janeiro (Sindilojas-Rio), que ouviu 350 lojistas da Cidade do Rio de Janeiro para conhecer a expectativa para o Natal.

De acordo com a pesquisa, para estimular os consumidores, os comerciantes estão fazendo promoções, kits promocionais, liquidações, sorteios; oferecendo descontos, planos de pagamentos facilitados e brindes. Lançaram novos produtos e aumentaram a variedade de mercadorias. Os lojistas acreditam que os presentes mais vendidos no Natal serão roupas, calçados, brinquedos, bolsas e acessórios, celulares, perfumaria/beleza e bijuterias.

Para 59% dos lojistas entrevistados, o preço médio dos presentes por pessoa deverá ser de R$ 200 e os clientes deverão utilizar o cartão de crédito como forma de pagamento, seguido pelo cartão de débito, Pix e dinheiro para pagamentos à vista. Para aumentar as vendas, 60% dos entrevistados disseram que pretendem abrir as lojas nos domingos de dezembro e estender o horário de atendimento. Para isso, 68% dos lojistas de rua pretendem aumentar a segurança com equipes de apoio e melhorar o monitoramento com câmeras.

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De acordo com Aldo Gonçalves, presidente do CDL-Rio e do Sindilojas-Rio, a estimativa de vendas de 6% para o Natal é reflexo do clima que a data inspira e também se justifica pelo comportamento da economia e dos resultados dos indicadores econômicos que impactam a atividade.

“Por exemplo, a queda da taxa de desemprego que, no primeiro trimestre, estava em 8,8%, caiu para 7,7%, com cerca de 100 milhões de pessoas ocupadas, número que tende a crescer”, diz Aldo.

Ele destaca que a inflação domesticada também colabora para a perspectiva otimista.

“No âmbito industrial, nos nove primeiros meses deste ano, os preços ao produtor registraram deflação (-5,43%). Hoje, sem os efeitos da pandemia e com os mercados equilibrados, a inflação ao

consumidor segue trajetória declinante. No acumulado até outubro cravou 3,75%, ao passo que em igual período de 2022 ficou mais elevada (4,70%). Como os indicadores estão melhores em 2023 e as chances de a economia brasileira repetir a taxa de crescimento de 2022 ainda são boas, o comércio se beneficia. O ambiente econômico dita o comportamento do consumidor. É a economia em desenvolvimento harmonioso que sustenta os ciclos de produção, emprego, consumo e progresso social. Não se conhece fórmula diferente”, conclui Aldo.

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