Longa lista

“Contrariamente ao que se tem escrito e dito, nós acreditamos que a decisão de competência do presidente brasileiro não é resultado de um juízo superficial e apressado sobre nosso país, mas de uma avaliação aprofundada e pertinente da situação política e judiciária italiana. O Brasil é o último de uma longa lista de países, após Grécia, Suíça, França, Grã Bretanha, Canadá, Argentina, Nicarágua, que se recusaram a colaborar com a Justiça italiana. Será um acaso?” A pergunta consta de manifesto dos professores italianos Saverio Ansaldi (Università di Montpellier III), Carlo Arcuri (Università di Amiens), Giorgio Passerone e Luca Salza (ambos da Università di Lille III), em que apóiam a decisão do ex-presidente Lula de negar a extradição de Cesare Battisti para a Itália.

Coerência
Já a campanha encampada pela imprensa tupiniquim pela extradição de Battisti para a Itália chama a atenção por dois aspectos emblemáticos. Primeiro, seus defensores não mostraram a mesma ira quando a Itália recusou-se a extraditar Salvatore Cacciola para o Brasil (ou ao menos encarcerá-lo) – aliás, na virada do ano, pelo menos um “jornalão” até fez editorial considerando demagógica a decisão de não conceder indulto natalino ao ex-banqueiro. E segundo, tão significativo quanto, grande parte dos defensores da “democracia italiana” eram adoradores da ditabranda brasileira.

Lombo de mula
Levantamento feito dentro dos Correios por auditores e sindicalistas mostra que a proporção de cartas extraviadas dobrou nos últimos anos, denuncia o ex-prefeito do Rio Cesar Maia em seu Ex-Blog. “Durante muito tempo, (o extravio) oscilava em torno dos 5%, o que já era um número internacionalmente alto. Pois bem: agora oscila em torno dos 10%. Um número considerado, pelos que fizeram o estudo e compararam com outros países, o maior do mundo.”
Os números podem até não ser exatamente estes, mas usuários dos Correios não duvidam que o serviço está um caos. Não só extravios, mas atrasos. Atualmente, uma carta pode demorar mais de 15 dias para sair de um bairro a outro de São Paulo ou do Rio – e isto antes do período natalino.

Mais Simples
No próximo dia 19, o secretário nacional do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, esclarecerá as principais dúvidas sobre o Simples e as perspectivas para 2011. Serão abordadas ainda as novas categorias enquadradas no programa e quais as vantagens do Simples. A realização é do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-RJ). Inscrições, gratuitas, em www.sescon-rj.org.br

Hora de gritar
Empresários terão a oportunidade de apresentar propostas para as negociações do futuro acordo comercial entre Mercosul e União Européia. O Ministério do Desenvolvimento abriu consulta pública, com o prazo de 40 dias, a partir da última sexta-feira, para manifestações de associações ou entidades de classe. Como bom burocrata, o Mdic quer documento por escrito (endereçado ao Departamento de Negociações Internacionais da Secex, Esplanada dos Ministérios, Bloco J, 8º andar, sala 814) e por e-mail ([email protected] e [email protected])

Três tempos
O economista Reinaldo Gonçalves, professor de Economia Internacional da UFRJ, está elaborando série histórica sobre o câmbio real (descontada a inflação) no Brasil desde 1850. Gonçalves quer medir a relação entre a taxa real de câmbio e os três períodos distintos da inserção internacional do país no exterior: primário-exportador, desenvolvimentista e liberal-periférico.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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