Loucos pelo Rio

Depois que bateu o martelo para a construção da usina do grupo no Rio de Janeiro, Karl-Ulrich Köhler, vice-presidente da alemã Thyssen Steel, não aguenta mais telefonemas de gerentes da companhia na Alemanha. Todos se oferecendo para a empreitada.

Arrasa quarteirão
A política de desmonte do Estado de bem-estar social na Alemanha pelo primeiro-ministro Gerard Schröder não repercute apenas na Alemanha. A redução do poder aquisitivo dos alemães se reflete também na redução do fluxo de turismo no exterior. No último verão, pela primeira vez em muitas décadas, a Itália ficou órfã dos aposentados germânicos, umas das principais clientelas das belas cidades do país de Michelangelo.

Vizinhança perigosa
Ser vizinho do Palácio Guanabara – sede do governo do Estado do Rio de Janeiro – não é sinônimo de segurança. Ontem de madrugada, um edifício localizado na calçada oposta à do palácio foi invadido por ladrões que arrombaram seis carros, levando, principalmente porta-CDs. Para aumentar a sensação de segurança, o prédio costuma ser ladeado por um patrulha da PM na Rua Paissandu, para supostamente fazer a segurança dos inquilinos do palácio.

Viés social
Ao confirmar participar no FSM, o Conselho Federal de Economia (Cofecon) destacou a importância do “viés social da economia”. O Cofecon quer participar dos debates que conduzam à “construção de uma sociedade globalizada mais solidária”. Em dezembro, o a entidade organizou o seminário Dívida Pública e Pobreza: “Em Porto Alegre, o Cofecon lutará para que se faça valer o respeito pelos direitos humanos universais, bem como os de todos os cidadãos e cidadãs – em todas as nações – assim como a preservação do meio ambiente, apoiada em sistemas e instituições internacionais democráticos a serviço da justiça social, da igualdade e da soberania dos povos”, salienta o conselho.

Totalitarismo
O Prêmio Nobel da Paz de 1980, Adolfo Perez Esquivel, desembarca na Brasil no dia 26 para participar do Fórum Social Mundial 2005, em Porto Alegre. “Neste momento, estamos muito próximos de um totalitarismo globalizado, que deverá agudizar os conflitos mundiais”, afirma Esquivel. “Nunca ou poucas vezes o mundo se viu envolvido em tanta insegurança, com sérios conflitos na África e no Oriente Médio. Entretanto, o mais grave, neste momento, é a guerra no Iraque e no Afeganistão, provocada pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha.” Para o militante argentino, há uma correlação entre conflitos bélicos e a busca do controle de recursos naturais, como água e petróleo.

Recursos naturais
Um mapa produzido pela cientista social Ana Esther Ceceña, diretora da revista Chiapas, do México, demonstrou que há justaposição entre os conflitos mais importantes do capitalismo e as áreas mais ricas em recursos naturais, como Golfo Pérsico e América Latina. Um exemplo é o Aqüífero Guarani, a maior reserva de água doce da América do Sul, ocupando área de 1,2 milhão de km². O interesse de apoderar-se da reserva subterrânea estaria por trás da intenção dos Estados Unidos de instalar forças militares na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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