Lula nega favorecimento a montadoras em MP

Os fatos foram investigados na Operação Zelotes, da Polícia Federal (PF).

Política / 23:17 - 19 de fev de 2020

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta quarta-feira que tenha favorecido e recebido vantagens indevidas na edição de medidas provisórias durante seu governo. Ele prestou depoimento na condição de réu na ação penal sobre supostas vantagens concedidas a empresas automobilísticas, por meio da Medida Provisória n° 471, editada em 2009. Os fatos foram investigados na Operação Zelotes, da Polícia Federal (PF).

No depoimento ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, em Brasília, que durou cerca de uma hora, Lula disse que durante seu governo recebeu representantes oficiais do setor automobilístico, mas a tramitação se dava no Congresso. Segundo ele, o objetivo da MP era desenvolver o Nordeste e levar fábricas para a região. “Não discutia medidas provisórias com o setor automobilístico. Era discutido com os ministros. Quando a MP chega, chega para o presidente assinar. É o papel do presidente”, disse.

O ex-presidente também negou relação pessoal com o empresário Mauro Marcondes, um dos réus na ação penal. Segundo o MPF, as supostas vantagens teriam sido acertadas em reuniões com o empresário. “Nunca atendi sozinho Mauro Marcondes enquanto presidente da República para tratar da MP 471 no Palácio do Planalto”, afirmou. Após o depoimento de todos os seis réus, o processo ficará concluso para sentença, quando Lula e os demais investigados deverão ser condenados ou absolvidos. Não há data para a decisão.

 

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