Lula recebe prêmio na França e Bolsonaro anda de moto no Catar

Ex-presidente é recebido como chefe de Estado na França e recebe prêmio ‘Coragem Política’.

O presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu nesta quarta-feira o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Eliseu, em Paris, com protocolo reservado só a chefes de Estado. Ainda em Paris, Lula recebeu o prêmio Coragem Política, concedido pela revista Politique Internacionale.

Como resultado de um governo que tirou, entre 2003 e 2011, 30 milhões de brasileiros da linha da pobreza, Lula foi agraciado com o prêmio por “uma obra marcada pelo desejo de promover a igualdade racial e social em seu país”. A revista especializada em política externa também destacou a resiliência de Lula diante da perseguição política e judicial da qual foi vítima, “esforços recompensados com a decisão do Supremo Tribunal Federal de anular as suas condenações”.

A publicação apontou ainda que Lula “volta a encarnar a esperança aos olhos de uma grande maioria dos seus compatriotas, decepcionados com a gestão de Bolsonaro”.

O Prêmio Coragem Política é distribuído pela revista desde 1981, sempre que reconhecem em alguma personalidade as qualidades necessárias a uma liderança. A premiação já foi concedida ao papa João Paulo II; aos prêmio Nobel da Paz Anouar el Sadate, ex-presidente do Egito, e Frederik De Klerk, ex-presidente da África do Sul.

Após a premiação, Lula concedeu entrevista coletiva à imprensa francesa e defendeu a recuperação da confiança internacional no Brasil, hoje destruída pelo atual governo. Para Lula, o país precisa voltar a participar das decisões políticas internacionais no âmbito da construção de uma nova governança global.

Macron

No encontro com Macron, que é um crítico do presidente Jair Bolsonaro, em especial no que se refere a política ambiental, e que chegou a vetar qualquer acordo comercial com o Mercosul, falando em ‘crime de ecocídio’ por parte do Brasil, conversou com Lula sobre a relação entre os dois países, que pode melhorar após as eleições do ano que vem, caso o ex-presidente seja eleito, como indicam as pesquisas.

Ao final da reunião, Lula destacou que “os líderes mundiais precisam sentar à mesa para dialogar e enfrentar esses desafios com uma governança global. Dividimos preocupações como o avanço da extrema direita pelo mundo e as ameaças à democracia e aos direitos humanos”. E anotou que estiveram também na pauta do encontro “a urgência climática e questões globais como a fome e a pobreza. Também conversamos sobre o futuro da União Europeia e a integração da América Latina”.

Na última terça-feira, Lula almoçou com a prefeita de Paris, Anne Hidalgo. À noite, ele discursou no renomado Instituto de Estudos Políticos de Paris. Lá, ele falou que o Brasil abriu mão de um projeto de soberania e está isolado no mundo. “Isso não é fruto do acaso”, comentou. “É o resultado de uma disputa pelo poder que extrapolou os limites da Constituição e do respeito à democracia, até culminar no golpe do impeachment sem crime da presidenta Dilma Rousseff, em 2016, e tudo o que veio depois”, disse.

Na última segunda-feira, Lula discursou no Parlamento Europeu, em Bruxelas, na Bélgica, e foi aplaudido de pé pelos eurodeputados que acompanharam seu discurso.

Bolsonaro

Enquanto Lula era recebido pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e alertava para a necessidade de uma multipolaridade no mundo, Jair Bolsonaro fazia nesta quarta-feira uma transmissão ao vivo no Facebook para compartilhar uma motociata pelo Catar.

Da Redação com informações do Brasil 247 e da CUT

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