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domingo, janeiro 24, 2021

Luxo

A convocação, pela Audi, dos proprietários do modelo A6 fabricados entre fevereiro de 2004 e março de 2005 para consertar um defeito no airbag, revela que 179 felizardos compraram o veículo – que sai pela bagatela de R$ 390 mil, ou 33 mensalões – no Brasil. Apesar de bafejados pelo espetáculo do crescimento, vão ter que passar pelo aborrecimento de mandar seus motoristas às concessionárias da marca de luxo para não correr o risco de ver o airbag abrir somente depois de ter batido com o rosto no pára-brisa.

Educação protesta
Os professores e servidores das universidades federais realizam nesta quarta, em Brasília, ato público “em defesa da educação pública e gratuita”. Representantes do movimento estão acampados na Esplanada dos Ministérios. Em greve há cerca de três meses, os professores atribuem a crise da educação brasileira “às políticas dos sucessivos governos federais que, priorizando os compromissos com o grande capital, deixam de aplicar os recursos necessários a ampliação e manutenção da educação pública e gratuita”.

Baixa prioridade
Os grevistas criticam ainda o governo Lula por optar “pela continuidade da política econômica neoliberal de superávit primário, juros altos, submissão à política ditada pelo FMI”, o que, acrescentam, os têm levado “a seguir no processo de resistência”: “Só este ano, o governo já gastou mais de R$ 123 bilhões com o pagamento das dívidas interna e externa e, até o final do ano, a perspectiva é que faça um superávit de mais de 6% do PIB, ultrapassando, e muito, as metas acertadas com o FMI. Essa política tem levado a que até mesmo membros do governo se assustem com o tamanho do aperto financeiro na área social do governo.”

Ruptura ou reforma
Uma revista de economia heterodoxa. É assim o lema da Oikos, publicação que lança o quarto número com uma palestra nesta quinta-feira do decano da UFRJ Carlos Lessa, que falará sobre “Em busca do desenvolvimento – ruptura ou reforma?”. Na edição, ensaios sobre temas como Amazônia, Celso Furtado, desenvolvimento, Ignácio Rangel, integração sul-americana, além de gravuras, charges, poesia e conto. A palestra será às 11h, na sala 219 (Auditório) do prédio do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Campus Praia Vermelha.

Segurança
“Ao contrário de uma fábrica, onde tudo sempre está no mesmo lugar, um canteiro de obras é dinâmico, está em permanente mudança, e isso exige cuidados especiais para garantir a segurança do trabalho” na construção civil, afirma Antônio Carlos Mendes Gomes, diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Rio de Janeiro. A entidade realiza no próximo dia 29, na sede do Seconci-Rio (Rua Pará, 141 – Praça da Bandeira), o XXIV Encontro de Saúde e Segurança no Trabalho. Junto ocorrerá a 1ª Feira de Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva para a Indústria da Construção.

Balada da ratazana
Um dos principais points da Zona Sul do Rio, o restaurante Hipódromo, no Baixo Gávea, recebeu, na noite de sábado, um visitante mais incômodo do que os clientes que insistem em ignorar a lei que proíbe fumar em ambientes fechados: um rato. Alheio à clientela o roedor circulou pelo salão do bar, provocando alvoroço, particularmente – mas não exclusivamente – na ala feminina.

Acordão?
Depois da pizza tríplice – tucano-pefelista-petista – servida na CPI da Compra de Votos, a decisão da CPI dos Bingos sobre a convocação ou não do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, para falar sobre a República de Ribeirão Preto, deixará claro para a opinião pública a extensão do acordo costurado entre o PT e a “oposição” para restringir o alcance das investigações no Congresso Nacional.

Catarse
O enfrentamento do secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, pelo líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia, lavou a alma dos que não suportam mais a arrogância da tecnocracia que, sem votos e enquistada no aparelho de Estado, se arvora o direito de desqualificar qualquer crítica desferida contra sua desastrosa política econômica, que, nos últimos 11 anos, condena o país a crescer pouco mais de 2% ao ano.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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