Mão de obra custa menos aqui do que na China

O custo do trabalho no Brasil até 2014 era 20% maior do que na China; a partir de 2016, a mão de obra no país asiático...

O custo do trabalho no Brasil até 2014 era 20% maior do que na China; a partir de 2016, a mão de obra no país asiático passou a custar 16% mais do que aqui, mostrou em artigo publicado nesta quarta-feira Ranulfo Vidigal, economista e integrante do Conselho Editorial do MONITOR MERCANTIL. “Igualmente até 2014, um trabalhador brasileiro custava um terço do equivalente nos Estados Unidos; atualmente, vale 17%. Não há, portanto, como validar o argumento do custo alto da nossa mão de obra”, analisa. São números que contradizem as justificativas para a reforma trabalhista. Não existe um problema de custo, mas sim de disputa pelo bolo da economia – uma tentativa de redistribuição de renda às avessas.

Uma disputa em que ficam de fora os ganhos financeiros, estes, sim, desproporcionais aos demais países. A redução do custo trabalhista traz a reboque a precarização do trabalho e menor renda para os empregados – o que acaba por limitar as vendas de produtos e serviços. Afinal, ainda não se conhece um mercado que fucnione sem consumidores.

 

Petróleo a US$ 100

Haverá um déficit de oferta de petróleo extremamente doloroso em algum momento entre 2018 e 2020. Será altamente prejudicial para o nosso sistema financeiro global com excesso de alavancagem, dado ao grau recorde de dívidas não financiadas”, alerta Chris Martenson, em artigo traduzido por Alex Prado para o site da Aepet.

Devido a uma redução maciça nos gastos de capital no negócio global de petróleo em 2014-2016 e continuando até 2017, o mundo em breve encontrará menos petróleo saindo do solo, entre 2018-2020. Porque o petróleo é a força vital da economia de hoje, se houver menos óleo, os choques de preços são inevitáveis. É muito provável que veremos os preços subirem acima de US$ 100 por barril. Possivelmente em breve”, adverte.

A única maneira de evitar esse choque de preços por meio da oferta é se a economia mundial colapsar primeiro, arrastando a demanda para baixo”, lamenta. Seria o caso de escolher entre a doença e o remédio.

 

Fora do baralho

Para o professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV) Oliver Stuenkel, se Michel Temer não comparecesse à reunião do G20, passaria para o mundo a imagem que a instabilidade política atingiu um grau mais explícito. Assim, ele avalia que a mudança de posição do presidente pode ser encarada como uma tentativa de “controle de danos”, tanto externos quanto internos, diante das críticas que surgiram após a informação inicial de que ele não iria ao fórum.

Stuenkel pondera, no entanto, que, apesar de o presidente Temer tentar passar um ar de normalidade, é certo que outros líderes do G20 vão encará-lo como um governante enfraquecido. “Os líderes vão procurá-lo, não porque querem formar laços com o presidente, mas porque sabem que o Brasil é um ator importante e que as parcerias entre países são de longo prazo”, conclui.

 

100% de sabe-se lá o quê

Temer, em entrevista à Band, sobre a sua expectativa em relação à denúncia que será votada pelo Congresso: “Tenho esperança, quase certeza, quase absoluta, de que será rejeitada.”

 

Não dá para embrulhar peixe

Uma tradicional defesa dos jornais em papel é que não dava para levar o computador para o banheiro. Agora dá. Relatório do Reuters Institute mostra que 32% dos que responderam a pesquisa e que usam smartphones para ler notícias o fazem no banheiro.

 

Semiestatal

O Grupo Globo (TV, jornal, revista Época e portais de internet, mas sem incluir rádios e TV por assinatura) recebeu R$ 10,2 bilhões em propaganda do Governo Federal entre 2000 e 2016. O levantamento foi feito pelo site Poder 360. A dinheirama equivale a 29,4% do bolo publicitário federal no período.

 

Rápidas

A Faculdades Integradas Hélio Alonso realiza, em 18 e 19 de julho, a primeira edição do Facha de Portas Abertas. Com oficinas e atividades práticas, o objetivo é levar estudantes do ensino médio aos campus da faculdade para que eles conheçam experiências de profissionais que atuam no mercado. O evento é gratuito e acontece entre 9h e 17h. A programação completa pode ser conferida em www.facha.edu.br/home *** O catarinense Roque Pellizzaro Junior foi reeleito para o segundo mandato de três anos à frente do Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC Brasil, a partir de 1º de janeiro de 2018 *** Feira Orgânica Carioca Shopping será realizada neste sábado. O evento terá a participação de produtores e expositores que se dedicam exclusivamente ao cultivo e comercialização de alimentos 100% orgânicos *** Sérgio de Souza Carvalho Júnior é o novo diretor de Marketing da rede Multicoisas *** A Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) inicia curso de comunicação, oratória e argumentação jurídica nos dias 10, 11, 12, 17, 18 e 19 de julho, em sua sede, na Rua Álvares Penteado, 151, Centro. Informações www.aasp.org.br/aasp/cursos

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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