Macron: UE não se compromete com sanções dos EUA contra Irã

Presidente da França apelou a comunidade internacional para a construção de novas alianças.

Internacional / 19:48 - 22 de set de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou, nesta terça-feira, que a França e seus aliados europeus "não farão concessões" sobre as sanções dos Estados Unidos contra o Irã. "A França, com seus parceiros da Alemanha e Reino Unido, manterá sua exigência de aplicação plena e total do Acordo de Viena de 2015" sobre o programa nuclear iraniano, afirmou o francês, no último discurso da 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com Macron, a política de "pressão máxima" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falhou em conter a interferência de Teerã na região ou garantir que não iria adquirir uma arma nuclear. "Não vamos comprometer a ativação de um mecanismo que os Estados Unidos, depois de sair do acordo, não estão em posição de ativar por conta própria. Isso prejudicaria a unidade do Conselho de Segurança, a integridade de suas decisões e correria o risco de agravar ainda mais as tensões na região", disse.

O governo norte-americano diz que está "retirando" todas as sanções da ONU contra o Irã impostas sob o acordo nuclear com Teerã, negociado pelo ex-presidente dos EUA Barack Obama, mas que Trump abandonou. Washington, no entanto, defende que pode impor novamente as sanções porque ainda é um "participante" do acordo, uma posição denunciada pela Europa.

Macron afirmou ainda que o “mundo não pode ser dominado pela rivalidade entre EUA e China” e apelou para a comunidade internacional "construir novas alianças".

Neste ano, por causa da pandemia do coronavírus, os líderes mundiais enviaram vídeos com seus discursos gravados. Em seu vídeo, Macron afirmou ter certeza de que, em breve, uma cura para a covid-19 será descoberta, mas enquanto isso a humanidade terá que aprender a "conviver com o vírus", porém enfatizou a necessidade das nações se unirem para trabalhar de novas maneiras.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor