Magliano: “Precisamos promover os direitos humanos”. Fez alguma coisa?

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Raymundo Magliano Filho, 65, administrador de empresas e presidente do Conselho de Administração da Bovespa Holding, resolveu escrever o artigo “Precisamos promover os direitos humanos”, que foi publicado pela Folha de S.Paulo no dia 13 de março deste ano. O interessante é que o empresário parte do pressuposto de que as companhias têm papel fundamental na promoção dos direitos humanos, tema ainda visto com preconceito por setores da sociedade. Ora, deveria antes de qualquer coisa, ter feito a reflexão e ver se a sua companhia exerceu esse tipo de papel ou se esqueceu dos direitos de milhares de pequenos investidores que foram levados a adquirir ações de sociedades que não estavam preparadas para ser lançadas no mercado. E ninguém se importou se os prejuízos seriam grandes, como realmente foram. Então fica a pergunta: Magliano, a Bovespa Holding é ou não é uma companhia com papel fundamental na promoção dos direitos humanos?
O empresário ressalta que Kant acreditava que o esclarecimento é a condição primeira para o homem superar a menoridade e queria dizer com isso que as pessoas, com base na informação e no conhecimento, capacitam-se para alcançar a cidadania plena. Essa concepção coincide com a defesa dos direitos humanos, ao mostrar que seu exercício só é possível numa sociedade cujos valores democráticos contemplem a transparência, a visibilidade e o acesso dos indivíduos aos bens públicos. Engraçado é que a Bovespa Holding é uma companhia que deveria ter tido um papel fundamental na defesa dos direitos humanos dos investidores, porque aceitou que a BM&F e muitas outras companhias não prestassem informações contábeis extensas. Somente isso, mostra que não houve um esforço para que as pessoas, com base na informação e no conhecimento, se capacitassem para alcançar a cidadania plena. Magliano, por que não deixou o Kant em paz?

HSBC não gostou do banco indígena
Depois da divulgação do resultado do banco Cruzeiro do Sul, os analistas da corretora do HSBC revisaram para baixo o preço alvo das ações da instituição, de R$ 21 para R$ 11,50, e reduziram o potencial de valorização para apenas 22,34%. Na avaliação dos especialistas, o resultado do quarto trimestre foi impulsionado pelos ganhos extraordinários, ou seja, a venda da participação total da BM&F e parcial na Bovespa, mas com fraca contribuição da parte operacional. A recomendação passou a ser “neutra”, em função da recente correção de preço das ações.

S&P revê ratings da International Paper
A agência de classificação de riscos Standard & Poor”s colocou sob revisão todos os ratings da fabricante de embalagens norte-americana International Paper para possível rebaixamento, depois que a companhia anunciou que chegou a um acordo para a compra da unidade do setor da Weyerhaeuser por US$ 6 bilhões. A IP espera que a aquisição possa ampliar seu lucro em US$ 400 milhões por ano e que projeta que os impactos positivos da transação apareçam no ganho da companhia no ano que vem.

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