Novpesquisa PoderData divulgada na noite desta quarta-feira e realizada entre segunda e quarta-feira com 3.500 pessoas revela crescimento na rejeição a Jair Bolsonaro e na reprovação ao trabalho do governo federal. O governo Bolsonaro é hoje rejeitado por um recorde de 59% dos eleitores, um crescimento de cinco pontos, em comparação aos 54% da pesquisa de duas semanas anteriores. Trata-se d taxa mais alta registrada desde o início da pandemia por esse levantamento.
Já a avaliação negativa do trabalho de Bolsonaro manteve-se estável, num nível alto. A proporção dos que consideram a atual gestão “ruim ou péssima” passou de 52% para 53% (oscilação dentro da margem de erro) no período de 15 dias. Os que consideram o trabalho “bom ou ótimo” somam 26% (ante 24% no levantamento anterior).
Água potável é direito fundamental
O Plenário do Senado aprovou os dois turnos da proposta de emenda à Constituição (PEC 4/2018) que inclui o acesso à água potável na lista de direitos fundamentais. De acordo com o instituto Trata Brasil, 35 milhões de pessoas no país não têm acesso à água tratada. A PEC teve como relator o senador Jaques Wagner (PT-BA). A matéria segue para o exame da Câmara dos Deputados.
Apoio à compra de vacinas
Uma pesquisa do Data Senado mostra que 88% dos entrevistados apoiam a compra de vacinas contra a Covid-19 não apenas pelo governo federal, mas também por estados e municípios. Além disso, a pesquisa indica que 81% dos entrevistados apoiam a aquisição dessas vacinas pela iniciativa privada.
Menos vacinas em abril
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, reduziu quase pela metade a previsão de vacinas a serem entregues ao Brasil pelos produtores em abril. Segundo ele, o governo federal trabalha com a estimativa de 25,5 milhões de doses disponíveis no próximo mês.
Cronograma do Ministério da Saúde atualizado em 19 de março previa a entrega de 47,3 milhões de doses. “Em relação às vacinas do mês de abril, a previsão é de 25,5 milhões de doses. Há atraso na entrega das duas principais indústrias nacionais: Butantan e Fiocruz. A questão da Bharat, a vacina indiana, a Anvisa suspendeu a planta”, afirmou Queiroga.
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