Maioria das empresas do Sudeste deve retornar aos escritórios em 2021

Segundo Firjan, entretanto, nove em 10 indústrias no Rio, planejam manter mudanças realizadas em suas operações.  

Conjuntura / 17:08 - 25 de set de 2020

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De acordo com a segunda edição da "Pesquisa nacional: como será o retorno aos escritórios", realizada pela KPMG, a maioria (27%) dos empresários da região Sudeste preveem que o retorno aos escritórios será em 2021. Além disto, para 23% a volta acontecerá entre outubro e novembro. O levantamento contou com a participação de 1.124 entrevistados de empresas com operação no Brasil, sendo que a ampla maioria (77,5%) localizadas na Região Sudeste.

Segundo a pesquisa, que tem o propósito de entender como será a volta dos funcionários às empresas, 19% dos executivos apontaram que o retorno acontecerá em setembro. Outros 8,6% não bloquearam o acesso aos escritórios. Para 11% o retorno já ocorreu e para 9,8%, a volta foi em agosto.

Sobre o impacto do trabalho remoto na produtividade, a pesquisa revela que, para quase a metade (47%) dos empresários, o rendimento se manteve igual ao período anterior à pandemia. Para 24%, houve um aumento de até 20%, e para 14% dos entrevistados a produtividade diminuiu em até 20%.

A segunda edição da "Pesquisa nacional: como será o retorno aos escritórios" foi feita no mês de agosto deste ano, com empresários dos seguintes setores: agronegócio (9%); consumo e varejo (10%); energia e recursos naturais (8%); governo (3%); saúde e ciências da vida (5%); mercados industriais (10%); infraestrutura (4%); setor financeiro (15%); tecnologia, mídia e telecomunicações (9%); serviços (26%); e ONGs (2%). Já a distribuição geográfica dos entrevistados foi 78% no Sudeste; 10% no Sul, 7% no Centro-Oeste, 4% no Nordeste e 1% no Norte.

Já estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) concluiu que a pandemia acelerou a transformação digital das indústrias fluminenses: 1 em cada 4 indústrias iniciaram vendas em canais digitais e, dessas, 84,6% pretendem mantê-las depois do fim da pandemia. Em função da crise do novo coronavírus, as empresas implantaram mudanças na operação (87,8%), nas relações de trabalho (75,3%) e nas estratégias de negócios (44,9%). 92,9% das indústrias planejam manter as mudanças realizadas em suas operações, como revisão das despesas operacionais, negociação com novos fornecedores, e otimização de logística /cargas.  

Os números constam da pesquisa Adaptabilidade da Indústria Fluminense, feita pela federação, com dados da sondagem industrial no segundo trimestre, que tem como objetivo compreender aspectos relacionados à cultura da empresa e às adaptações/mudanças realizadas pelas indústrias durante a pandemia e aquelas que pretendem ser mantidas após esse período.

O estudo quantitativo foi feito através de questionário estruturado via e-mail. A coleta de dados foi feita dos dias 1º a 13 de julho, sendo ouvidas 324 indústrias do Estado do Rio de Janeiro, dos setores da indústria de transformação e indústria da construção civil, de pequeno (58,6%), médio (31,5%) e grande (9,9%) porte. A margem de erro é de 5 pontos percentuais.

Segundo o estudo, 87,8% das indústrias fluminenses realizaram mudanças na operação, sendo a principal delas a revisão de despesas operacionais (77,4%). Outras mudanças foram negociação com fornecedores (26,4%) e otimização de logística/cargas (25,1%); 75,3% adotaram mudanças nas relações de trabalho como adoção de trabalho remoto (62,2%) e flexibilização de horário de trabalho (56,8%); e 44,9% realizaram mudanças na estratégia de negócios, como a adoção de vendas em canais digitais (24%), abertura de novos mercados (17%) e ajuste de portfólio de produtos (15,4%).

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