Mais da metade usa dispositivos pessoais para trabalho remoto

Só 44% dos funcionários de pequenas empresas receberam instruções de segurança para trabalhar de casa com equipamentos pessoais.

Informática / 09:02 - 14 de jul de 2020

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Recente estudo da Kaspersky sobre o trabalho remoto destaca a importância da conscientização de segurança em pequenas empresas. Um dos resultados aponta que apenas quatro em cada dez funcionários brasileiros (44%) de pequenas empresas receberam instruções de segurança para trabalhar remotamente com seus laptops, tablets e smartphones pessoais durante o isolamento social - apesar de mais dados comerciais estarem sendo acessados fora da rede corporativa da empresa.

Mesmo com os anúncios de flexibilização das medidas de combate à Covid-19, as empresas que podem estão mantendo o trabalho remoto. Esta decisão traz benefícios tanto para o funcionário quanto para a gestão pública. Porém, as organizações não podem negligenciar a segurança corporativa. Estudo da Kaspersky mostra que mais da metade (58%) dos funcionários de pequenas empresas no Brasil não receberam equipamentos corporativos para o trabalho em casa, ou seja, estão usando seus computadores, celulares ou tablets pessoais para acessar informações confidenciais da sua organização.

Tal prática traz riscos de segurança para as empresas que podem ter suas informações confidenciais roubadas por malware e até mesmo bloqueadas por ransomware, caso medidas de proteção não sejam tomadas. "Eu gostaria que os empresários que liberaram o home office com dispositivos pessoais parassem um minuto para avaliar se sabem se seus funcionários contam com alguma solução de segurança de qualidade instalada no equipamento; ou se o funcionário usa senhas fortes tanto no acesso ao dispositivo quanto para conectar-se à rede wifi doméstica; ou se estes os computadores e celulares dos funcionários estão com os sistema operacional e programas atualizados para evitar infecções", questiona Roberto Rebouças, diretor-executivo da Kaspersky no Brasil.

Ele ressalta ainda que essas preocupações essenciais para as empresas são questões básicas de segurança, porém, muitas vezes, negligenciadas também. Esta afirmação é suportada por outro dado do estudo da Kaspersky em que apenas 44% dos funcionários brasileiros de pequenas empresas afirmaram ter recebido instruções para trabalhar com segurança em dispositivos pessoais. Rebouças ressalta que o risco é real e que os líderes dessas organizações devem adotar as práticas de segurança recomendadas, uma vez que 50% dos funcionários pesquisados no Brasil admitiram que começaram a armazenar informações corporativas valiosas em seus dispositivos domésticos, bem como em serviços de armazenamento em nuvem pessoal (44%).

"Medidas simples como uma solução de segurança de qualidade, senhas fortes, dupla autenticação e sistemas atualizados podem evitar problemas, como vazamento de dados de clientes, perdas monetárias com fraudes via Internet Banking ou roubo do WhatsApp corporativo", explica Rebouças.

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