Mais de 170 países aderiram ao programa de vacinas contra Covid

No Brasil, governo anunciou ter zerado o Imposto de Importação de vacinas contra o coronavírus.

Internacional / 12:46 - 17 de set de 2020

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Em um vídeo pré-gravado para um webinar sobre o Covax - programa de aceleração e alocação global de recursos contra o novo coronavírus co-liderada pela OMS que visa impulsionar o desenvolvimento de vacinas para combater a pandemia de Covid-19 e ajudar na produção e distribuição dos medicamentos mais eficazes assim que disponíveis -, Tedros Adhanom Ghebreysus, diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), informou hoje que mais de 170 países aderiram à iniciativa.

"Mais de 170 países aderiram à Covax, ganhando acesso garantido ao maior portfólio mundial de vacinas candidatas", informou.

O Covax tem como objetivo tornar amplo e fácil o acesso à eventuais vacinas para o novo coronavírus, para evitar que guerras por patentes e uma disputa econômica acirrada prejudiquem a chegada do medicamento a países mais pobres.

Mais cedo, durante a conferência de imprensa diária da OMS, Tedros citou o juramento de Hipócrates - compromisso ético que sacramenta o ofício da medicina - para falar sobre a busca de uma cura para a Covid-19 que, segundo o diretor, deve ser amplamente testada e reconhecidamente eficaz.

"Por milhares de anos, a medicina operou [baseada] em um princípio simples: 'primum non nocere' - antes de tudo, não cause danos. Este princípio é tão verdadeiro hoje quanto no tempo de Hipócrates. Ninguém deve ser prejudicado ao procurar ajuda."

No Brasil, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, ligada ao Ministério da Economia, publicou hoje no Diário Oficial da União resolução que concede redução temporária para zero da alíquota do Imposto de Importação de vacinas contra a Covid-19 e outros produtos relacionados ao combate ao novo coronavírus. De acordo com a resolução, o objetivo é "facilitar o combate à pandemia". Em março, uma resolução isentou produtos relacionados ao combate à Covid-19 até 30 de setembro.

Uma nova resolução publicada hoje prorroga a isenção até o dia 30 de outubro. Assim, o novo prazo de isenção também vale para os produtos incluídos na lista hoje.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a Reuters

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